OS MISTÉRIOS DOS TEMPLÁRIOS

Certa vez, indagou-me um amigo: “não entendo como um cético igual a você, pode gostar dos Templários. Isso não é incoerência?” Lembro-me que na ocasião fiquei sem saber o que dizer. A resposta para essa pergunta, percebo agora, está na fantástica história dessa ordem monástica. Criada em 1118 na cidade de Jerusalém por cavaleiros de origem francesa, a Ordem dos Templários se transformou numa poderosa instituição política, econômica e militar.

Os nove cavaleiros que fundaram a ordem viviam nos estábulos do Templo de Salomão e fizeram voto de pobreza. No início eram chamados de “Os Pobres Cavaleiros de Cristo e de Salomão”. Segundo uma lenda, esses cavaleiros teriam erguido a sua primeira sede onde os servos de Salomão teriam escondido os seus tesouros. Durante algumas escavações eles o teriam encontrado. Em defesa da cristandade, os templários fizeram fama e acumularam riquezas. É atribuída a eles, inclusive, a criação do sistema financeiro, os famosos bancos templários. Essa riqueza, entretanto, atraiu a cobiça de muitos.

Os algozes dos Templários foram o Papa Clemente V e o rei Felipe IV da França (O Belo). Visando a expropriação dos incalculáveis bens dos cavaleiros, o religioso e o monarca espalharam documentos pela Europa acusando-os de inúmeros crimes: adoração ao demônio, sodomia, desrespeito a cruz de cristo e outros tantos. Muitos Templários foram capturados, “julgados” pela Inquisição e queimados vivos. O desfecho dessa história se deu com o nascimento de mais um grande mistério: O Papa Clemente V e o rei Felipe IV não conseguiram confiscar os preciosos bens dos Templários que sumiram misteriosamente. Muito tem se falado ao longo dos séculos sobre a saga dos “Soldados de Deus”. O mistério renasce ano após ano. Segue abaixo o trailer de uma superprodução baseada no fictício cavaleiro sueco Arn Magnusson, que será lançada em breve:

A FÉ E OS CONCÍLIOS


Houve uma época em que os imperadores romanos eram adeptos dos cultos pagãos, que contemplavam a natureza como força suprema. A partir do imperador Constantino, em 325, tudo mudou. Seguindo o princípio de Maquiavel,"se você não pode vencer o inimigo, una-se a ele", esse imperador transformou Roma no centro do Cristianismo. 

Daí por diante essa doutrina se espalhou pelo mundo ocidental e ganhou hegemonia. Nesse mesmo ano, foi realizado o Primeiro Concílio de Nicéia, que decidiu sobre, acreditem, de que essência Jesus Cristo fora constituído,se ele era criação de Deus, como dizia a Doutrina de Arius, ou se ele era feito da mesma substância de Deus, como pregava a Doutrina de Atanásio, pai e filho seriam o mesmo ser. 

Os 300 bispos reunidos em Nicéia decidiram pela segunda doutrina, nascia assim a "Santíssima Trindade". Ainda nesse mesmo concílio foi definida a primeira versão da Bíblia Sagrada (que sofreria mudanças ao longo dos séculos). Segundo o bispo de Lyon, Irineu, uma forma, digamos, pitoresca foi usada para separar os quatro evangelhos canônicos que fariam parte do livro sagrado, dos apócrifos. Disse ele: "porque o Verbo nos obsequiou com quatro evangelhos .O evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem quatro regiões, e convém, portanto, que haja também quatro evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os homens e, pois, como há quatro ventos cardeais, daí a necessidade de quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins têm quatro formas". 

Esse relato histórico, que trago à tona nessa postagem, tem como motivo uma verdade que sempre me inquietou: sempre relutei em depositar a minha fé em uma "verdade" nascida em concílios, em reuniões secretas. Como vou me render a um livro cuja constituição se deu a partir de critérios que desconheço e que, me diz a história, foram fortemente influenciados pelos interesses econômicos de quem construiu a Igreja Católica ? "Fé cega, faca amolada"
 
Clique aqui e leia os livros apócrifos.

OBRAS DO ACASO

ACASO 1 :O primeiro antibiótico, a penicilina, foi descoberto por acaso por Alexander Fleming, que reparou que numa determinada cultura de bactérias, contaminada por uma determinada espécie de fungos, as bactérias não se desenvolviam.

ACASO 2 : Quando os Beatles começaram a fazer sucesso, logo surgiu a possibilidade de gravar um compacto (para os mais novos: um pequeno disco de vinil, uma espécie de single). A produção ficou a cargo do maestro George Martin que fez uma única exigência: o baterista dos Beatles, Pete Best, teria que ser substituído. A troca foi feita, Ringo Starr ganhou o estrelato e Pete Best o esquecimento.

ACASO 3 :John Lennon perdeu a mãe ainda criança, morreu atropelada por um motorista bêbado. O pai havia ido embora e nunca mais voltou. O menino Lennon foi criado pela sua tia “Mimi”, que detestava rock e sempre dizia ao garoto: “Não tenho nada contra o rock, eu só não acho que você possa ganhar a vida tocando guitarra”. Por acaso ele foi apresentado a Paul McCartney e a teoria da titia não se confirmou.

ACASO 4 : Em 1953 o poeta Austro Costa viajava de ônibus. Quando percebeu que uma dama estava viajando em pé, cedeu-lhe o lugar. Pouco depois o ônibus bateu num poste, ele, o único passageiro em pé, foi lançado fora do veículo e teve morte instantânea por conta de um traumatismo craniano. Segundo o jornalista Marco Polo, que narrou esse fato na revista Continente: “O célebre verso de Rimbaud ‘Por delicadeza perdi a minha vida’, deveria ser o epitáfio desse poeta”.

ACASO 5 :Em 1955, o Sport Club do Recife estava tentando montar um bom time para o campeonato pernambucano. O presidente do clube solicitou ao Santos (SP) a contratação do jogador Olavo, que despontava na época. O Santos vetou a ida do atleta e ofereceu no seu lugar um garoto de muito futuro chamado Pelé. Disse o presidente do Sport: “Não estamos interessados em nenhum “Pelé”, queremos um jogador de verdade!

FLAGRANTES DO ACASO

"O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído" (Sérgio Brito)

FLAGRANTES DO ACASO
"O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído" (Sérgio Brito)

GRUPO DE JUDEUS QUE FUNDOU NOVA IORQUE SAIU DO RECIFE

A ligação histórica entre o Recife e a cidade de Nova Iorque era conhecida desde os tempos mais remotos, entretanto, somente em 1999 com uma descoberta arqueológica cinematográfica, essa ponte foi revelada. No século XVII quando os holandeses chegaram ao Recife, chegaram junto com eles muitos judeus que se juntaram a um grupo já residente na capitania.

No período em que Maurício de Nassau dominou a cidade, esse grupo religioso teve a tão sonhada liberdade de culto, (que era cerceada pelos portugueses por razões óbvias) e construiu a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, na rua dos Judeus, atual rua do Bom Jesus (ironia do destino).

Em 1654, os holandeses foram expulsos definitivamente do Recife. A comunidade judaica ficou em situação de risco e muitos foram embora. Dessa pequena diáspora, um grupo de 23 judeus migrou para o pequeno povoado de Nova Amsterdã. Ali, segundo os livros de história dos Estados Unidos, fundaram a cidade de Nova York. Acelerando a nossa máquina do tempo chegamos ao ano de 1999. Foi nesse ano que a Federação Israelita de Pernambuco solicitou a coordenação do Laboratório de Arqueologia da UFPE um projeto visando descobrir o local exato onde funcionou a sinagoga Kahal Zur Israel.

Depois de um minucioso estudo, os arqueólogos chegaram ao prédio localizado no nº 197 da Rua do Bom Jesus. Várias escavações foram feitas, depois de retirada a terceira camada de piso encontraram uma estrutura circular de tijolo. Depois da análise de um tribunal de rabinos do Brasil e da Argentina, ficou comprovado que se tratava de um Mikvê, uma espécie de piscina de purificação usada nas sinagogas. Hoje em dia, a Kahal Zur Israel é um ponto turístico do Recife, visitada por gente de todo o mundo, é história viva.

A GRANDE DESCOBERTA
DETALHE DAS ESCAVÇÕES NO
PRÉDIO DA ANTIGA SINAGOGA
O MIKVÊ RESSURGE
A SINAGOGA KAHAL ZUR ISRAEL
RESTAURADA
A RUA DO BOM JESUS
PARA MAIS DETALHES SOBRE A LIGAÇÃO HISTÓRICA ENTRE RECIFE E NOVA IORQUE, ACESSE:

MARCAS DA DITADURA: A HISTÓRIA DA GUERRILHEIRA PERNAMBUCANA RANÚSIA

Há tempos eu queria escrever um post sobre a ditadura militar. Dentre as tantas histórias de horror envolvendo esse período negro do passado recente do Brasil, repousa a memória da pernambucana Ranúsia Alves Rodrigues. Nascida na cidade de Garanhuns, era estudante do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco. No meio universitário, Ranúsia começou a militar no diretório acadêmico e rapidamente chegou ao PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). 

Atuando na clandestinidade, Ranúsia (que também usava os codinomes de: Florinda, Nuce e Olívia) teve uma filha, Vanúsia. Por conta da militância política, Ranúsia teve que abdicar da filha e como seus pais não aprovavam o envolvimento dela com essa atividade clandestina, também não quiseram saber da criança. A menina terminou ficando aos cuidados de uma empregada da família, Almerinda de Aquino. Hoje em dia Vanúsia mora na periferia do Recife, no bairro da Mangueira. 
Ela só tomou conhecimento da história da mãe em 1991, aos 22 anos, quando os arquivos do DOPS foram abertos. Ranúsia tinha muito medo que a filha sofresse algum tipo de represália por causa das suas atividades políticas. Não estava errada. Em 1968, Ranúsia foi presa em Ibiúna, São Paulo, quando participava do XXX Congresso da UNE, e libertada logo em seguida. Fiel à sua ideologia, continuou lutando contra a ditadura militar. Foi brutalmente assassinada na Praça Sentinela, Jacarepaguá (RJ), no dia 27 de outubro de 1973, juntamente com Almir Custódio de Lima, Ramirez Maranhão do Vale e Vitorino Alves Moitinho. 
Os três últimos morreram carbonizados dentro de um automóvel que explodiu com a saraivada de balas. Ranúsia morreu metralhada fora do carro. Esse episódio foi retratado na série “Anos Rebeldes”, da Rede Globo: a personagem usava o nome fictício de Heloísa e foi brilhantemente interpretada por Cláudia Abreu. Na série, por opção do autor Gilberto Braga, os companheiros de Heloísa (Ranúsia) escapam ilesos. Confiram a cena na íntegra no vídeo a seguir :

Para mais informações sobre a biografia e a militância política de Ranúsia Alves Rodrigues acesse clique AQUI

"AOS VIVOS"

Por: Carlos Dornelas

A música realmente tem o poder de conquistar, emocionar, unir... enfim, são várias as definições, os adjetivos, qualidades que a boa música pode proporcionar, e ela é uma das minhas paixões, como também a do nosso amigo Ed. Resolvi fazer uma seleção de alguns discos ao vivo, não separei por gênero ou ordem cronólogica, apenas tive a preocupação de comentar alguns discos que tenho, e, claro, conheço. E olhe que houve uma época que ficava meio receoso de ouvir e comprar discos ao vivo, mas tive que me render a esses e outros também. Naturalmente, pra quem não conhece podem ser boas sugestões, assim espero. João Bosco (100ª apresentação) Bosco apenas com seu violão e sua técnica apurada, muito bom; Led Zeppelin (the song remains the same). O único disco ao vivo - oficial - do Led que pra mim é a maior banda de rock de todos os tempos, não sei que Ed vai achar disso (risos...); Deep Purple (live in Japan).

O Purple estava na melhor fase, é puro rock´roll, essencial; Yes (Yessongs). Rock progressivo em sua essência, grandes músicos, arranjos impecáveis e performaces instrumentais de cair o queixo; Al Di Meola, John Mclaughlin e Paco de Lucia (friday night in San Francisco). Três violonistas da pesada, técnica e improvisos aguçados, fascinante; Stanley Clarke (live 1976-1977). O contrabaixo de Clarke sai da "cozinha" pra ser o protagonista de shows pelos Estados Unidos; Iron Maiden (live afther death). A turnê do disco powerslave do Maiden rendeu uma turnê mundial que por sua vez nos brindou com um dos melhores discos do heavy netal, pauleira pura; Gerry Mulligan e Chet Baker (live Cornegie hall concert).

Discos de jazz ao vivo, sobretudo na era digital, são menos dificeis agora de conseguir e esta apresentação de dois grandes como Baker e Mulligan surgiu na hora certa, clássico; Billy Cobhan (Shabazz). Outro que trouxe um instrumento, a bateria, que não é de solo pra frente dos palcos com maestria e perfeição, são gravações ao vivo de Cobhan acompanhado por um time de feras; Cantoria (Vol. 1 e 2). Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai e Vital Farias brindaram o público com o que há de melhor do chamado "cancioneiro popular" sem falar que são grandes vilonistas, sobretudo Xangai e Geraldo Azevedo; Hermeto Pascoal (ao vivo Montreux jazz festival, 1979).

Todas as "bruxarias" musicais de Hermeto no famoso festival europeu, como disseram Guinga e Aldir Blanc Hermeto é mito; A Cor do Som (ao vivo Montreux jazz festival, 1978). Música instrumental de primeira tocada pela rapaziada da Cor do Som, nunca cansei de ouvir esse disco, sobretudo por ser instrumental; Pink Floyd (Pulse). Quando o assunto é rock progressivo ainda é o Floyd que encabeça a lista e o Pulse, praticamente, fechou o ciclo dessa grande banda, que faz falta sem dúvida; Albert Collins and the Icebreakers (live in Japan). Blues puro e límpido e Colins inspirado nesse show do Japão nos anos 1980, quem não ouviu ainda prepare-se para músicas como Listen Here! Corram para as lojas!