A ESTRADA (THE ROAD) – O FIM DO MUNDO SOB A ÓTICA DA MELANCOLIA

Sabe aquela história de julgar o livro pela capa? Pois é, fui seduzido por uma belíssima capa de devedê. “A Estrada” tinha uma sinopse parecida com vários filmes que eu já tinha visto mas tinha também aquela bela imagem de um homem protegendo uma criança e resolvi conferir. A fotografia do filme é parecidíssima com a de vários outros filmes apocalípticos: “Eu Sou A Lenda”, “O Livro de Eli" e outros nessa linha. A paisagem cinza, a escassez total de comida e de vida. As primeiras imagens remetem, de cara, à tristeza.

O diretor John Hilcoat construiu uma história em que os nomes dos personagens não são citados. Um homem, uma mulher e seu filho sofrendo a angustia de tentar viver num mundo onde o simples ato de comer tornou-se uma incerteza. Numa análise simples, percebe-se que o ser humano foi reduzido à sua condição primária de animal que vive uma luta diária pela sobrevivência.

Mesmo tendo passagens parecidíssimas com outros filmes do gênero, “A Estrada” prende-se à profunda melancolia das teorias apocalípticas. Viggo Mortesen (O Senhor dos Anéis), que interpreta o pai, é o grande destaque. Um personagem denso mergulhado no drama de lutar pela simples existência ou sucumbir ao suicídio como remédio final.

O desfecho da história, entretanto, revela uma sutil mensagem de esperança que tenta resgatar um dos pilares da estrutura social da humanidade: a família. Aos fortes de coração, uma boa dica.

Ficha Técnica

Direção: John Hillcoat

Roteiros: Cormac McCarthy e Joe Penhall

Gênero: Drama

Lançamento: 23 de Abril de 2010 (Brasil)

Duração: 112 min

Distribuição: Paris Filme

Elenco: Viggo Mortensen (O pai), Kodi Smit-McPhee (O filho), Robert Duvall (O homem velho), Guy Pearce (O veterano) e Charlize Theron (A mãe).

ALL YOU NEED IS LOVE , UMA MEMORÁVEL CELEBRAÇÃO AOS BEATLES

Com o espírito preparado para um grande espetáculo, fui ao Teatro Guararapes, ontem, para assistir ao show da banda cover dos Beatles, “All You Need Is Love”. Que eu me lembre, desde os memoráveis shows do Grupo Alcano, no início da década de 80, no Parque 13 de maio, Recife não tem um grande evento reverenciando os Beatles. Logo na entrada deu para sentir que a noite seria inesquecível: desfile de camisetas temáticas, painel de fotos e muita ansiedade.

Com a casa lotada, a banda subiu ao palco e abriu o show com “I Want To Hold Your Hand” e mergulhamos todos no maravilhoso “Universo Beatle”. O show percorreu as várias fases dos Beatles com três figurinos específicos: os terninhos e cabelos com franjinhas do início da carreira, a coloridíssima (e clássica) roupa do Sgt. Pepper's e o look da fase final, com jeans, o famoso terno branco de Lennon e os coletes do Paul.

Não bastasse o capricho da roupa, eles imitam os trejeitos no palco, o timbre de voz, a forma de reverenciar o público, o posicionamento no palco e o mais importante: tocam bem e cantam bem. Para completar, o idioma oficial durante a apresentação é o inglês. Isso mesmo, eles falam com a plateia em inglês. Todo mundo entra na onda e escutamos gritos das “meninas” chamando Paul, John, George e Ringo.

Para o espetáculo não ter interrupções, durante as trocas de figurinos, o quinto Beatle Anselmo Ubiratan, com um incrível vozeirão, entra em cena fazendo solos (voz e violão, voz e piano) de clássicos dos Beatles que não foram incluídos no set-list da banda. Perfeito! Seu melhor momento foi “Michelle” com a plateia em peso cantando “I love you, i love you, i love you”. Além do Anselmo Ubiratan (George Martin), “All You Need Is Love” é composta por Sandro Peretto (John Lennon), César Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison) e Renato Almeida (Ringo Starr).

Abaixo, um vídeo promo da banda que segue o set-list apresentado na noite de ontem aqui no Recife. Regozije-se: