OS FLINTSTONES COMEMORAM MEIO SÉCULO DE VIDA

Já assisti a todos os episódios desse mitológico desenho dos estúdios Hanna-Barbera. Depois de décadas vendo e revendo as peripécias de Fred e Barney, desisti de tentar entender como a roda traseira do carro de Fred não pula fora. O fato é que essa é uma daquelas dádivas da (tão criticada) tevê que fez minha infância mais feliz. Devo muito a eles e, emocionado, rendo homenagem a essa turma da Idade da Pedra: iabadabadooooooooooooooooooooooooooo! Parabéns aos Flintstones!

SOBRE A MALDADE HUMANA

O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”

Albert Einstein

Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade.”

Friedrich Nietzsche

Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.”

Marquês de Sade

A maldade bebe a maior parte do veneno que produz.”

Séneca

O amor é o objetivo último de quase toda preocupação humana; é por isso que ele influencia nos assuntos mais relevantes, interrompe as tarefas mais sérias e por vezes desorienta as cabeças mais geniais.”

Schopenhauer

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”

Albert Einstein

As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais.”

Woody Allen

Quantas vezes a simples visão de meios para fazer o mal / Faz com que o mal seja feito!”

William Shakespeare

O grau mais elevado da sabedoria humana é saber adaptar o seu caráter às circunstâncias e ficar interiormente calmo apesar das tempestades exteriores.”

Daniel Defoe

A vingança tem ramificações invisíveis. Mesmo quando dirigida a um único alvo, ela acaba atingindo inocentes, inclusive quem pratica o ato de vingança.

Ed Cavalcante

Onde a maldade era fria e intensa como um banho de gelo. Como se visse alguém beber água e descobrisse que tinha sede, sede profunda e velha. Talvez fosse apenas falta de vida: estava vivendo menos do que podia e imaginava que sua sede pedisse inundações. Talvez apenas alguns goles...”

Clarice Lispector

"Nunca a alma humana surge tão forte e nobre como quando renuncia à vingança e ousa perdoar uma ofensa".

Chaplin .

Fonte das frases: Pensador.Info

QUANDO O AMOR VIRA ÓDIO

Por: Mônica Griesi - Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas. Mas, será que é realmente possível transformar o amor em ódio? Se você respondeu sim é hora de rever seus conceitos.

Por expressar uma variedade de formas de afeto que diferem em nível e intensidade, este sentimento costuma receber milhares de rótulos: amizade, carinho, ternura, companheirismo, entre outros.

Porém, na realidade, o que costumamos constatar é que nem sempre a expressão do amor dá-se por vias saudáveis. Um exemplo disto pode ser visto em certos tipos de relações conjugais, onde encontramos o exercício da "posse" mascarada sob a roupagem do "amor". Aqui, diante das dificuldades de convivência, os cônjuges comportam-se como verdadeiros inimigos transformando suas juras de amor em desavenças dentro do próprio lar ou, em casos extremos, em incansáveis disputas judiciais.

Mas, será que isto realmente pode ocorrer? Podemos transformar o amor em vingança? Diz-se que, enquanto no amor temos a expressão do afeto em sua forma positiva, no ódio encontramos o total desapreço por aquele que se tornou alvo da nossa ira. Desta forma, quando alguém nos diz que hoje odeia aquele que um dia jurou amar, podemos afirmar com certeza, que o que ele sentia por esta pessoa era tudo, menos amor. Isto porque o amor é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. Aqui o meu foco está voltado para o exterior, para o lado altruísta da relação e baseado na vontade que tenho de cuidar dos desejos e interesse alheio.

Como o amor não cobra, não exige, simplesmente flui incondicionalmente, a pessoa que ama verdadeiramente espera que o outro seja feliz, que tenha experiências que lhe propiciem o crescimento, mesmo que isto signifique abrir mão do desejo de estar em companhia do amado. Para estes indivíduos, a própria felicidade encontra-se atrelada ao bem-estar daqueles que eles escolheram ser o objeto de seu apreço, pois eles bem sabem que é impossível separarmos aquilo que nunca esteve unido de fato e que o amor pode se expressar de outras formas aquém da união física.

Certamente, aqui não quero dizer que não podemos ficar com raiva ou nos sentirmos magoados quando alguém, que julgamos amar, opta por outro caminho. Porém, se me decepcionei com esta pessoa é por que talvez eu tenha acreditado nela e não em sua essência. Lembre-se que o tempo é um grande sábio e, como dizem, o melhor remédio para curar nossas feridas e enxergarmos com clareza a realidade que existia e não aquilo que havíamos criado frente as nossas carências internas.

Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos. Aprendamos, pois, a transformar a posse em amor, a olhar o que de positivo restou, pois sabemos que o que fica de uma relação é o que de verdadeiro existia nela: carinho, amizade, respeito ou, simplesmente compaixão pelo outro.

Mas, se o amor é isto como o ódio surge? Para responder a esta pergunta, vamos primeiramente tentar entender o que significa odiar. Podemos descrever o ódio como uma paixão que nos impele a causar ou desejar mal a alguém. Ora, se ódio é paixão e esta um sentimento intenso que sobrepõe nossa lucidez e razão, o que encontraremos aqui é o apego, ou seja, o lado egoísta da relação. Neste caso, preocupamo-nos muito mais com a satisfação de nossos desejos pessoais, com nossas carências, com o controle do relacionamento afetivo, do que com a nossa capacidade de expressar o amor de forma incondicional.

Várias pessoas costumam acreditar que amam realmente alguém até surgir um obstáculo na relação. Quando o outro, por ação ou omissão, deixa de satisfazer seus desejos, muda seu padrão de comportamento, faz uma nova escolha, ou seja, começa a se afastar daquele modelo por elas idealizado, o sentimento de intensa frustração instala-se, levando-as a se fixarem no desejo de destruição daquele que julgam ser o grande culpado pela intensa dor emocional que atravessam.

Isto acontece porque costumamos entrar nas relações imaginando que o outro nos completará, satisfazendo nossos desejos e idealizações. Esquecemos, porém, que não podemos completar aquilo que só a nós compete: o preenchimento de nosso vazio interno. Que a relação envolve sentimentos de compreensão, companheirismo, troca, o saber ceder ou esperar. E, o mais importante, de que as pessoas não são nossos ativos, mas sim nós é que pertencemos ao mundo, tendo liberdade de vivências e escolhas, sejam estas agradáveis ou não para nós ou para o outro.

Sempre digo que, relação é conhecimento, é crescimento e que este pode se dar de inúmeras formas. Muitas vezes, quando nos relacionamos com alguém, costumamos ativar dinâmicas psíquicas não bem resolvidas em ambos, as quais resultam numa interação patológica. Isto pode ser facilmente observado nas situações onde a perfeição do outro se torna condição sinequanon. Nestes casos, quando nossas expectativas não são correspondidas, acabamos por gerar sentimentos de hostilidade que se transformam num jogo de culpas, cobranças e no aniquilamento das pessoas envolvidas.

Esquecemo-nos, porém, que enquanto nos "pré-ocupamos" em nos punir ou levar o outro à tortura, deixamos de viver novas experiências, de fazer novas escolhas, de aprender com o suposto erro, de nos respeitarmos enquanto seres merecedores de amor e compreensão e de encontrar o nosso verdadeiro caminho. Cumpre-nos lembrar aqui também, que a dinâmica amor e ódio pode ser encontrada naqueles indivíduos que cultivam sentimentos de ciúmes. Isto porque o ciumento não consegue desenvolver o amor autêntico por confundir todas as relações com uma necessidade narcísica. Em outras palavras, estas pessoas não conseguem amar, mas sim precisam de um sentimento que são amadas, o que justifica que suas perdas sejam revestidas de uma posterior substituição. É diante da ameaça da perda que elas transformam sua paixão em ódio, sentimento este que reflete a baixa autoestima e insegurança que as assolam.

Finalizando, lembre-se de que um verdadeiro encontro de almas só ocorre quando existe o real desapego e isto só é possível quando aprendemos primeiramente a nos amar, a nos respeitar e a nos valorizar, através do nosso autoconhecimento, ou seja, do contato com a nossa essência. Em matéria de amor é importante ressaltar que as pessoas ficam juntas, não por necessitarem umas das outras, mas sim pela satisfação que sentem em compartilhar um mesmo sentimento, um mesmo ideal. O amor não precisa de condições, ele basta por si só. Sendo assim, se apenas podemos refletir no mundo aquilo que temos dentro de nossa alma, que este algo seja o exercício do AMOR INCONDICIONAL, pois através dele o ódio nunca encontrará espaço para se manifestar.

RELICÁRIO VOL. 02 - THUNDERBIRDS ARE GO - 1965

Thunderbirds Are Go foi uma excepcional e inovadora experiência no que se refere a seriados de tevê. Isso porque a série tinha como personagens bonecos de marionetes. Criada pelo casal Gerry e Sylvia Anderson, a série foi sucesso no mundo todo entre 1965 e 1966. No Brasil, foi sucesso na década de 70.

Sinopse

Thunderbirds tratava das missões de uma organização secreta de resgate internacional (formada pela família Tracy e alguns empregados) que possui um arsenal de foguetes e máquinas escondidas em uma ilha secreta. Seu líder é Jeff Tracy, um ex-astronauta milionário, pai de Scott , Virgil , Alan , Gordon e John Tracy. Compõem ainda os personagens da história: Kyrano, empregado dos Tracy, e sua filha Tintin.

As máquinas mais conhecidas, que apareceram no seriado, foram:

  • Thunderbird 1 - era uma nave que decolava como foguete, debaixo da piscina que se abria, mas voava como avião e era usada para ir na frente preparando a chegada dos equipamentos de resgate. Seu piloto é Scott Tracy;
  • Thunderbird 2 - a nave de carga que levava os equipamentos, para o local de ação, inclusive carregava frequentemente o Thunderbird 4 e/ou a "mola". Ele é pilotado por Virgil Tracy;
  • Thunderbird 3 - era um foguete, que decolava em meio a um prédio, usado em missões no espaço. O astronauta que o pilota é Alan Tracy;
  • Thunderbird 4 - um pequeno submarino para missões no fundo do mar. Seu piloto é Gordon Tracy;
  • Thuderbird 5 - era uma estação espacial para monitorar as comunicações da terra. Seu controlador é John Tracy;
  • "Mola" - era um engenho mecânico capaz de perfurar o solo para missões embaixo da terra.

Todas as máquinas eram criadas pelo genial engenheiro, um nerd que usava óculos fundo de garrafa. A temática central da série refletia o cenário político internacional da época, que mergulhava na Guerra Fria. Além da série foram produzidos três longas: “Thunderbirds Are Go”, “Thunderbirds Six”, em 1966. Em 2004 foi produzido um longa chamado “Thunderbirds Are Go” ,que utilizou atores de verdade e não bonecos.

Ficha Técnica

Nome Original: Thunderbirds Are Go

Nome no Brasil: Thunderbirds Em Ação

Criação: Garry Anderson e Sylvia Anderson

Emissora de Origem: ATV

Emissora no Brasil: Tv Tupi

País de Origem: Inglaterra

Número de Episódios: 32

Número de Temporadas: 02

Formato: episódios de 50 minutos

Tema Musical: Berry Garry

NOSSO LAR – MUITO ALARDE PARA TÃO POUCO

Conferi, hoje, o tão badalado filme baseado na obra homônima de Chico Xavier, “Nosso Lar”. Que decepção! Senti-me traído pelas inúmeras pessoas que assistiram ao filme e me falaram que valia a pena. Não li o livro, portanto não posso traçar um paralelo entre as duas obras. Mesmo assim, saí do cinema com a certeza de que o filme é apenas mais um produto vazio sobre o espiritismo.

A ficha técnica traz o nome do diretor Wagner de Assis, que tem no currículo quatro filmes estrelados por Xuxa. Se tivesse acesso a essa informação antes, certamente não perderia meu tempo assistindo ao filme. Absolutamente nada é atraente nessa obra. Até mesmo a recriação do purgatório, chamado de “umbral” no filme, soa como um déjà vu. Quem assistiu ao remake de “A Viagem”, feito pela Rede Globo em 1994, lembrou-se das cenas do purgatório. O filme, nessas sequências, parecia uma releitura da novela.

Outro ponto negativo foi o aspecto futurista que tentaram (e não conseguiram) imprimir à fotografia do filme. Fake demais! Aqueles feixes de luz , viajando no espaço, definitivamente não casaram com a temática do roteiro. Alheio a tudo isso, o filme segue quebrando recordes. Em uma semana de exibição, segundo a “Fox Film”, ultrapassou a marca de um milhão de espectadores gerando uma bilheteria de quase seis milhões de reais. Chico Xavier, ao que parece, está na moda.

Ficha Técnica

Direção: Wagner Assistindo

Produção: Lafa Britz

Gênero: Drama

Lançamento: 03 de setembro de 2010

Elenco:

Renato Prieto .... André Luiz

  • Inês Vianna ... Narcisa

  • Rodrigo dos Santos ... Tobias

  • Helena Varvaki ... Zélia

QUANDO O REMAKE FICA MELHOR DO QUE O ORIGINAL

Já falei aqui, sou movido à música, ouço compulsivamente. É um salutar vício que cultivo desde que me entendo por gente. Confesso que ouço mais as coisas do passado, os clássicos do rock e do pop, basicamente. Outro dia estava eu em trânsito, rumo a Marim dos Caetés, como faço cotidianamente, ouvindo no meu mp3 a espetacular versão que o Angra (ainda com André Mattos) fez para o clássico setentista “Wuthering Heights”, da Kate Bush. Sempre que escuto essa versão aumenta a certeza de que o remake ficou melhor do que o original.

Por analogia, lembrei-me de outras situações em que a releitura fez sombra sobre o original. Obviamente, a lista abaixo baseia-se na subjetividade do meu gosto e provocará discordância.

Stand By Me (Jerry Leiber – Mike Stoller) – Essa canção, originalmente gravada por “Ben E. King” em 1961, foi regravada por John Lennon em 1975 no álbum Rock 'n' Roll. Virou um mega hit a ponto de muitos acharem, hoje em dia, que essa versão é que é a original.

Mr. Moonligth (Roy Lee Johson) – Essa canção é um clássico do rhythm & blues britânico gravado, originalmente em 1962, pelo lendário pianista negro “Piano Red”. A versão feita pelos Beatles em 1964, incluída no álbum “Beatles For Sale”, é parecidíssima com a original. Batidinha de bolero, segunda voz o tempo todo. Duas diferenças, entretanto, podem ser notadas: o órgão caribe usado no solo (no original o solo foi feito com uma guitarra estilo havaiana) e a voz estridente de Lennon muito diferente da melodiosa voz do Piano Red. A versão dos Beatles ficou bem melhor e fez sombra sobre o original.

Vapor Barato (Jards Macalé – Wally Salomão) – Esse clássico da chamada “mpb cabeça”, aquela linha de músicas cultuadas no meio universitário, teve dois remakes que ficaram melhor do que o original e fizeram mais sucesso. A primeira releitura veio em 1971, com Gal Costa, no disco “Gal Fatal”. A música ficou eternizada na voz da diva da emepebê. Em 1996, o grupo carioca “O Rapa” fez uma releitura da canção para o disco “Mapa Mundi”. A música virou um hit nacional, fez tanto sucesso que até Gal Costa voltou a cantá-la nos seus shows naquele ano. Vale ressaltar que a versão original é intimista, não foi concebida para tocar no rádio. Mesmo assim, esse é mais um caso em que a releitura fez sombra sobre o original.

Você Não Me Ensinou a Te Esquecer (Fernando Mendes – José Wilson – Lucas) – Esse clássico da música brega (refiro-me ao estilo musical e não à classificação pejorativa) foi gravada originalmente em 1979 por um de seus autores, o cantor Fernando Mendes. A música virou um dos maiores hits do gênero na época. Em 2003 foi incluída na trilha sonora do filme “Lisbela E O Prisioneiro” e ganhou uma versão feita por Caetano Veloso. A música voltou às paradas de sucesso e perdeu o estigma de “música brega”. As rádios especializadas em emepebê tocaram a versão do Caetano sem o menor preconceito. Mais um caso em que o remake fez sombra sobre o original.

Como Os Nossos Pais (Belchior) – Em 1976 o cantor cearense Belchior gravou essa épica canção. A música virou um dos hinos da emepebê da década de setenta. Nesse mesmo ano, Elis Regina gravou a antológica versão incluída no álbum “Falso Brilhante”. A interpretação dela conferiu à canção o status de clássico da emepebê. Mais um caso em que uma releitura fez sombra sobre a obra original.

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