RENATO ROCHA, O “INAJUDÁVEL”

Desde que vi a tristíssima reportagem retratando a derrocada de Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana, que há cinco anos mora numa calçada, que me pergunto como uma tragédia dessas pode acontecer com uma pessoa pública, amada por muitos, com família -visivelmente em condições da ajudar – e amigos de profissão? Vi uns comentários na net tratando o assunto com algo normal. Eu devo ser, então, de outro mundo, não entendo e não aceito uma coisa dessas como normal.

Outra questão: achei as explicações dos ex-companheiros da Legião muito burocráticas e cheias de reticências, entrelinhas. Dado, sisudo e chato como sempre, parecia um lorde falando de um plebeu que no passado foi seu amigo. Bonfá fez uns comentários no twitter também cheios de reticências. Sim, estou julgando, não é do meu feitio, mas estou julgando esses caras, tenho esse direito, sou fã da Legião. É uma das bandas mais importantes da minha vida, devo muito a eles – mais ao Renato, é certo – e escuto até hoje.

Ver o Negrete nessa situação foi de cortar o coração. Foi como se visse um amigo próximo sucumbindo. Também vi o Felipe Seabra (Plebe Rude) falando sobre o assunto, o discurso foi o mesmo dos ex-integrantes da Legião: Renato Rocha é “inajudável”. Se eu morasse no Rio de Janeiro teria ido até aquela calçada verificar esse julgamento definitivo, aparentemente imutável. Mas estou longe, muito longe, posso apenas me indignar e escrever esse breve post que poucos lerão. Não me calo mesmo assim. Sorte ao Renato e se ele for mesmo “inajudável” como dizem seus burocráticos “amigos”, espero que mude, ainda há tempo.

O que há de errado comigo
Não consigo encontrar abrigo
Meu país é campo inimigo
E você finge que vê, mas não vê”
(A Fonte – Dado, Bonfá e Renato)


RENATO ROCHA, EX- BAIXISTA DA LEGIÃO URBANA, HOJE É MORADOR DE RUA




Hoje, numa zapeada pela net dei de cara com esse vídeo tristíssimo e inacreditável: Renato Rocha, ex-baterista da Legião Urbana, hoje em dia, é um morador de rua. Para quem viveu a década de 80 como eu vivi, não dá para assistir a um vídeo desses sem se emocionar e sem ficar chocado. Espero que a exibição dessa reportagem sirva para que, de alguma forma, Renato recupere a dignidade. Torço muito por ele!

OS DONOS DOS NOMES DE ALGUMAS RUAS IMPORTANTES DO RECIFE

Agamenon Magalhães: Nasceu em Serra Talhada, Pernambuco, em 1893 e faleceu no Recife no dia 24 de agosto de 1952. era Geógrafo de formação, mas atuou também como promotor de Direito. Fez carreira na política sendo deputado federal entre os anos de 1918 e 1945. Governou Pernambuco entre 1937 e 1950. Foi também Ministro da Justiça e do Trabalho.
Fernandes Vieira: João Fernandes Vieira nasceu em Faial, Ilha da Madeira, em 1613. Faleceu em Olinda no ano de 1681. Era um mulato de origem pobre que chegou a ser senhor de engenho e ficou marcado pela crueldade com que tratava seus escravos. Mesmo com essa mácula, ficou também eternizado como “Herói da Restauração Pernambucana” por ter participado ativamente na expulsão dos holandeses.

Marquês do Herval: Manuel Luís Osório nasceu em Conceição do Arroio (Atual Osório), Rio Grande do Sul, no dia 10 de maio de 1808 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 04 de Outubro de 1879. Foi um militar que fez carreira política durante o Império.
Conde da Boa Vista: Francisco do Rego Barros, nasceu no Cabo de Santo Agostinho no dia 04 de fevereiro de 1802 e faleceu no Recife, no dia 04 de outubro de 1870. Era irmão de João do Rego Barros, o Barão de Ipojuca. Fez carreira militar e acabou sendo preso e enviado para Portugal. Depois da prisão, mudou-se para a cidade de  Paris onde bacharelou-se em Matemática. De volta ao Recife dedicou-se a política. Foi ele quem autorizou a construção do Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco. Por decreto de 18 de junho de 1841 foi agraciado com o título de barão, recebendo o título de barão com grandeza por decreto de 2 de dezembro de 1854. Promovido a visconde, com grandeza, em 12 de dezembro de 1858 e elevado a conde da Boa Vista, em 28 de agosto de 1860. O Conde da Boa Vista viveu até o fim dos seus dias na Rua da Aurora, nº 405, onde hoje funciona a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Dantas Barreto: Emídio Dantas Barreto nasceu em Bom Conselho, Pernambuco, em 1850 e faleceu no Rio de Janeiro em 1931. Era militar de carreira e ganhou notoriedade por ter participado da Guerra de Canudos. Foi Ministro da Guerra no governo Hermes da Fonseca, governou Pernambuco entre os anos de 1911 e 1915 e foi Senador da República.
Conselheiro Rosa e Silva: Franco de Assis Rosa e Silva nasceu no Recife no dia 04 de Outubro de 1856 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 01 de julho de 1929. Político de carreira, foi vice-presidente no governo Campo Sales. Rosa e Silva tem uma curiosidade na sua carreira política: serviu ao Império e a República. O Conselheiro Rosa e Silva entrou para história como o mentor do incêndio que destruiu o Mercado do Derby – atual QG da Polícia de Pernambuco – para afrontar Delmiro Gouveia, o criador do grande empreendimento comercial e inimigo político de Rosa e Silva e do governador de Pernambuco Sigismundo Gonçalves.
Mascarenhas de Morais: João Batista Mascarenhas de Morais nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, no dia 13 de novembro de 1883 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de setembro de 1968. Foi um comandante militar e atuou na Segunda Guerra Mundial. Ganhou notoriedade por ser um grande opositor de Getúlio Vargas.
Visconde de SuassunaFrancisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Jaboatão no dia 10 de junho de 1793 e faleceu no Recife no dia 28 de Janeiro de 1880.Era irmão do Barão da Muribeca. Teve atuante carreira política durante o Império sendo Senador e Ministro da Guerra. Foi agraciado com o título de visconde com grandeza por decreto de 14 de março de 1860
Demócrito de Souza Filho: nasceu no Recife no dia 27 de outubro de 1921 e foi assassinado, pela polícia da Ditadura Vargas, na Praça da Independência, em frente ao Diário de Pernambuco, no dia 03 de março de 1945. Demócrito era ferrenho crítico de Getúlio Vargas. Depois de ter rasgado uma foto do ditador, foi perseguido e se refugiou no prédio do Diário de Pernambuco. Durante um discurso de Gilberto Freyre feito da sacada do prédio, a polícia abriu fogo em vária direções e uma das balas atingiu Demócrito e outra o Carvoeiro Manoel Elias.
Marquês de Olinda: Pedro de Araújo Lima nasceu em Gameleira, Pernambuco, no dia 22 de dezembro de 1793 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 07 de junho de 1870. Foi regente e primeiro-ministro do Império Brasileiro. Durante mais de 50 anos de vida pública, foi ministro dos Negócios, da Marinha, da Justiça, da Guerra, da Fazenda e da Agricultura.

AO CHICO COM CARINHO



PALAVRAS COM IMAGENS: IDEIA SIMPLES, VÍDEO ESPETACULAR




Estava zapeando pela net e dei de cara com esse maravilhoso e originalíssimo vídeo "Word as Image" do designer coreano Ji Lee. O vídeo apresenta uma sucessão de palavras (em inglês) que viram animações mostrando o significado ou uma referência dessas palavras. Ideia simples, vídeo espetacular. As animações são assinadas por Bran Dougherty e a sonoplastia por Joel Pickard. Vale a pena conferir!

HÁ 698 ANOS ERA EXECUTADO NA FOGUEIRA, JAQUES DEMOLAY, O ÚLTIMO GRÃO-MESTRE TEMPLÁRIO


Quem transita por essa página sabe da minha adoração pela história dos Templários. Nada a ver com questões religiosas, mas pela riqueza do legado deixado por eles. Alguns amigos, inclusive, chamam-me de Ed Templário. Coleciono livros, vídeos e todo tipo de relíquia – com o perdão do trocadilho – relacionada a eles. Por que estou relembrando – mais uma vez – essa minha paixão? Pois bem, a data de hoje é emblemática e importantíssima na história dos Pobres Cavaleiros de Cristo. Foi num 18 de março, como hoje, que “Jacques DeMolay”, o 23º e último grão-mestre dos Templários, foi queimado vivo no vilarejo de Vitrey-sur-Mance, França.

DeMolay, como era comum entre a nobreza francesa, foi o filho escolhido para ingressar na carreira religiosa. Aos 21 anos entrou para a, já centenária, Ordem dos Cavaleiros Templários. Por atos de heroísmo nas Cruzadas teve seu nome elevado na hierarquia templária. Depois de trinta e quatro anos de serviços prestados, Jacques DeMolay foi nomeado grão-mestre.

No caminho de dele e da Ordem estavam a ganância e sanha de poder de Felipe IV, rei da França, conhecido como “Felipe,o belo”. Há tempos ele monitorava as atividades econômicas dos Templários – que eram detentores de muita riqueza acumulada ao longo dos anos – e de todo o espólio da Ordem. O rei tentou fundir os Templários com a Ordem dos Hospitalários, para comandar um grande império econômico. Não conseguiu concretizar seu plano, resolveu, então, denegrir a imagem dos Cavaleiros.

Felipe IV e o Papa Clemente V juntaram forças e iniciaram uma perseguição aos Templários. No dia 13 de outubro de 1307, Jaques DeMolay e um pequeno grupo de Cavaleiros foram a uma cerimônia fúnebre em Paris e acabaram sendo presos pelas forças do Rei. Durante sete anos, DeMolay foi torturado junto com seus cavaleiros. O Rei Felipe IV armou um julgamento e forjou provas contra eles. O julgamento durou cerca de três anos, durante esse período, o Papa Clemente V, bastante doente, estava inclinado a salvar da morte DeMolay e seu grupo. Percebendo isso, Felipe IV ordenou a morte do último grão-mestre templário no dia 18 de março de 1314. DeMolay foi queimado vivo no vilarejo de Vitrey-sur-Mance.

A fascinante história dos Templários confere a Jacques DeMolay o título de mártir pela forma como  foi morto e por ter enfrentado até o último momento a traição e a ganância de Felipe IV e da própria Igreja. Meus respeitos! 

TOP 05 CENA DE CINEMA

Sempre que me reúno com meus amigos, entre outras coisas, falo de cinema. Todo mundo, sem exceção, tem guardado na memória, uma ou mais cenas marcantes. Basta soltar o mote e os exemplos vão surgindo, cada um com sua justificativa - muitíssimo particular – vai mostrando detalhes que uns enxergam, outros não e o papo se desdobra pelo mágico universo da Sétima Arte. Resolvi então elencar um top cinco das minhas cenas de cinema preferidas. Antes de mais nada, adianto que a lista não leva em consideração a qualidade do filme, não é isso. É meramente um julgamento particular – absolutamente subjetivo, portanto – sobre filmes que assisti. Destacarei, inclusive, cenas de filmes que não gostei, porque é perfeitamente possível gostar de um trecho e execrar a obra completa. Dito isso, vamos à lista:

Ghost– Cena do Assassinato de Sam: esse é um filme que não figura na minha lista de preferidos, mas a cena em questão é muito boa. A primeira vez que assisti, surpreendi-me com o desfecho. Depois que Sam (Patrick Swayze) persegue o bandido, para e volta ao ouvir o choro de Molly (Demi Moore). Ai vem a surpresa: ele já era um fantasma. Bela sacada!

Ben-Hur Jesus: Esse filme figura na minha lista de favoritos eu poderia escolher várias cenas: a da telha caindo nos romanos, a corrida de bigas, a do leprosário, todas muito marcantes. Mas a cena em questão é muito emocionante. Mostra o encontro de Ben-Hur (Charlton Heston) com Jesus. Ben-Hur abatido pela sede, desmaia e Jesus lhe dá água. O Soldado romano esboça uma reação, mas quando percebe se tratar de Jesus, recua. Emocionante!

Grease– A transformação de Sandy: Esse foi um dos filmes que mais vi na vida. É da época da minha adolescência, curtia bastante. O filme tem um monte de cenas inesquecíveis, mas a do parquinho, quando Sandy (Olivia Newton John) aparece de preto, toda gostosona, e ela e Danny (John Travolta) interpretam “You're” The One That I Want”, é magia pura. Lembro do cine São Luiz, em peso, cantando esse mega hit. Inesquecível.

Anjos de Caras Sujas (Angelswith Dirty Faces) - Cena final: Clássico absoluto, um dos filmes que mais curto do meu gângster preferido, James Cagney. De quebra, a obra ainda traz Humphrey Bogart como coadjuvante. A cena final em que Rocky Sullivan caminha para a execução é inesquecível. Seu amigo Jerry, consumido pela culpa de ter colocado Rocky no caminho do crime, relembra cenas da infância delituosa dos dois. Triste e terno!

Fama– I'me Gonna Live Forever: Mais um musical, mais um filme da minha adolescência. Assim como Grease, eu poderia selecionar várias cenas: Irene Cara cantando “On My Own”, ou a belíssima cena do Paul McCrane cantando “Is It Ok If I Call You Mine” na janela com aquele neon piscando, inesquecível. Mas, a cena da rua em que o pai do tecladista Bruno Martelli (Lee Curreri) estaciona o carro na frente da escola de artes e põe para rodar uma fita com “ I'me Gonna Live Forever” e todo mundo corre para dançar na rua, é um resumo do filme. A cena, inclusive, virou comercial de tevê. Clássico pop!


PAUL NO ARRUDA (ENSAIO SOBRE A ANSIEDADE)


Ainda estava acordando, ontem, e o telefone tocou. Era meu bom e velho amigo, Carlos – Doido, para uns, Anormal, para outros – com uma euforia de dar gosto informando sobre a vinda de Paul McCartney ao Recife. Igualmente a ele, estou eufórico e incrédulo. Apenas cinco meses depois de Ringo, mais um beatle aportará no Recife. Para quem não é beatlemaníaco, é apenas um show, para nós não, é a comprovação mais que perfeita de que o impossível, realmente, não existe.

Falam que o show será no Arruda, o templo sagrado do Santa Cruz. Estou sempre por lá torcendo, sofrendo, sorrindo com o meu clube do coração que vem se erguendo aos poucos. Quando fui ver Ringo levei uma faixa do Santa, se realmente Paul cantar no Arruda será mais uma dessas coincidências que embelezam a vida. E quem é Paul? Paul é aquele cara lá daquela cidadezinha portuária e cinzenta da Inglaterra que ajudou a transformar uma bandinha de colégio numa fábrica perene de sonhos. Ele é um dos caras que ajudaram a me manter vivo nos momentos dificílimos por que passei lá pelos meus vinte e poucos anos. Enquanto uns rezavam e outros faziam análise, eu ouvia música numa velha vitrola. Ouvia Beatles, sobrevivi por isso, não tenho dúvidas.

Quem transita por aqui sabe que ele não é o meu beatle favorito, Lennon ocupa o posto de ídolo precípuo, mas Paul também é um gigante. É um dos lados do mais famoso duo do pop rock mundial. É o boa-praça dos teclados requintados, do imortal baixo Hofner, do amor eterno por Linda, do toque romântico da banda, dos pés descalços na faixa, do olhar engraçado. A violência nas partidas de futebol me afastou do estádio nos dias de clássico. Se Paul vier mesmo cantar no Arruda, abrirei uma exceção, esse clássico eu não perco!

INFERNO CORAL SURFANDO NO ÔNIBUS PE-15



Esse é o lado feio da festa. A caminho do Arruda, hoje a tarde, fiz esse flagrante. Garotos da torcida organizada Inferno Coral, mais uma vez, desafiando a sorte. Assustador e inexplicável!

COLAGEM VOL. 05: O MUNDO É GAY


VOCÊ CONHECE O GOTYE?

No final do ano passado, pouco antes do Natal, estava zapeando pela net e dei de cara com um curioso vídeo: a banda canadense “Walk Off the Earth” fazendo um cover de “Somebody That I Used to Know”, uma música do belga-australiano – na época, ainda desconhecido para mim – Gotye. O vídeo, originalíssimo, mostra os cinco integrantes do WOTE tocando um único violão. Isso mesmo, um violão tocado a cinco mãos produziu um belo cover. A brincadeira acabou virando hit no Youtube e o WOTE assinou contrato com uma grande gravadora. De quebra, o Gotye ganhou uma poderosa propaganda gratuita.

Não só o vídeo me chamou atenção, gostei tanto da música que fui pesquisar quem era (ou o que era) esse tal de Gotye. Descobri que se tratava de um belga-australiano (Que mistura!) classificado por muitos sites com um músico de eletro-pop. Seus dois primeiros álbum "Boardface" (2003) e "Like Drawing Blood" (2006) foram divulgado de forma independente. No seu terceiro disco, “Making Mirrors”, lançado em 2011, ele já era contratado da Universal, a maior gravadora do planeta.

Conferi as faixas do “Making Mirrors” uma a uma e me apaixonei pelo som. Corri para comprar o cedê e descobri que não havia sido lançado no Brasil. Recorri à Livraria Cultura que, enfim, encaminhou a importação. O vendedor ainda me informou: “Senhor, o cedê vai entrar no nosso catálogo por causa do seu pedido”. Que honra, ser uma ponte entre esse ótimo disco e o Brasil. Acabei de receber o cedê depois de dois longos meses.

Detalhes Disco (clique nos títulos para ouvir).

Making Mirrors experimenta sons mas não é cansativo. Gotye tem um pé fincado no pop e essa influência fica clara no álbum. Tem uma voz que no agudo lembra muito Sting e Peter Gabriel.

Faixa1 – Making Mirrors: a música que dá título ao disco, na verdade, é uma vinheta eletrônica baseada em samplers. É o "carpaccio" do disco.

Faixa2 – Easy Way Out: nessa música ele mistura rif's de guitarra distorcida com uma batida eletrônica. A música é cantada em tom baixo e tem o refrão em falsete. Pop eletrônico básico.

Faixa3 – Somebody That I Used to Know: é a melhor música do disco, na minha opinião. Brinca com sons e vocais. Essa faixa tem a participação da cantora neozelandesa Kimbra. Uma lindíssima voz duelando com os agudos de Gotye, parecidíssimos com os de Sting.

Faixa4 – Eyes Wide Open: é nessa canção que percebemos que Gotye é um ótimo cantor. Explora a voz e deixa um pouco de lado a brincadeira com sons. Clique no título da música e assista ao ótimo clipe.

Faixa5 – Smoken and Mirrors: essa é uma canção em que o destaque é a percussão. Gotye canta sem experimentar os agudos das faixas anteriores.

Faixa6 – I Feel Batter: essa canção começa com a introdução de “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso. Quando ouvi antes de receber o disco, pensei se tratar de plágio mas o encarte do cedê traz os devidos créditos. O uso de um standard da emepebê não quer dizer que Gotye tenha sido influenciado pela música brasileira. Usar um trecho de “Aquarela do Brasil”, inclusive, soa como lugar-comum. Mas “I Feel Better” é um dos destaques do disco. Gotye volta a experimentar os agudos e a música tem uma configuração diferente do resto do álbum, traz uma estrutura formal de baixo guitarra e bateria e poucos teclados. O resultado final é muito bom.

Faixa7 – In Your Light: essa é uma canção absolutamente anos 80. Tem um violãozinho igual ao de “Faith” (George Michael) e uma instrumental muito, muito parecido com o “The Cure”. Ainda tem a voz de Sting que não vou mais falar para não me tornar repetitivo. Essa colagem sonora teve um bom resultado final que traz, de quebra, um naipe de sopros bem encaixado: Scott Tinkler (trompete) e Adam Simmons (Sax).

Faixa8 – State of The Art: essa faixa traz uma levada reggae com a voz do Gotye digitalizada. Essa é uma influência dos primórdios do eletrônico, Giorgio Moroder usava bastante na década de 80. O resultado final é muito bom.

Nas faixa 9 (Don't Worry, We'll Be Watching You), 10 (Givin Me a Chance) e 12 (Bronte) Gotye experimenta e brica com samplers sussurrando a música. Não me agrada.

Faixa11 – Save Me: Essa é uma canção com cara de final de festa. Do começo ao fim a bateria tem a mesma batida. É o tipo de música que soa apenas como um complemento do disco.

A análise final é que “Makig Mirrors” é uma boa novidade nesse universo de mesmices dos últimos tempos. Ganhou um lugar na minha estante e no meu mp3 no meio de um monte de dinossauros. Recomendo.