MAIS MÉDICOS (MELHORES)

Foto: Reprodução internet
Estava, há pouco, socorrendo meu pai numa dessas policlínicas públicas. Não vou descrever o quadro desolador que enfrentamos, todo mundo sabe o que é o atendimento médico público. Quero relatar outra coisa: Quando estava acompanhando o meu pai, pelo estresse enfrentado, senti uma disritmia. Como estava num posto médico, pedi que aferissem minha pressão. A resposta da auxiliar de enfermagem: “Não posso, senhor, só se o senhor fosse paciente, acompanhante não pode”. Pouco depois, entrei para levar os exames do meu pai. Aproveitei que estava na sala do médico e pedi novamente: “O senhor pode aferir a minha pressão?”. O jovem médico, com o estetoscópio decorando o pescoço, disse-me, com o costumeiro ar de superioridade: “Não, o senhor é acompanhante. Se quiser aferir a pressão, volte na recepção, faça uma ficha e aguarde aí fora”. Deixei meu pai no repouso, fui a uma farmácia ao lado e paguei dois Reais para um balconista executar o “complicadíssimo e demorado” procedimento de aferir a minha pressão arterial que estava alterada não sei se pelo estresse da convalescência do meu pai ou pela raiva que senti do descaso desses “profissionais”.

A FILOSOFIA TENTANDO EXPLICAR A FELICIDADE

BREVE COMENTÁRIO SOBRE UM RETROCESSO

Demorou, mas, enfim, perceberam que a tal Rachel Sherazade, com aquela carinha – e nome – de princesa, na verdade, dissemina um discurso fascista.  O mais grave é que esse tipo de discurso tem um apelo popular muito grande. Revoltados com a violência e outras mazelas da sociedade brasileira, muitos endossam os esquetes de preconceito propagados em rede nacional por essa dublê de repórter.

As pessoas assimilam esse joguete barato de palavras e perdem a medida. Sentem-se no direito, por exemplo, de jogar um rojão no meio da multidão e essa bomba, disfarçada de protesto, acaba fazendo vítimas como a bala perdida do bandido, do policial corrupto ou de qualquer tipo de escória que faz uso da violência para se impor.

Depois que a tragédia acontece, param pra pensar e tentam justificar o injustificável.  Quem acorrenta um bandido em praça pública acha que pode tudo e esse “tudo” é incontrolável.  Justiça com as próprias mãos é um retrocesso. Estamos voltando para a idade média, estamos passando recibo de incompetência, de falta de civilidade, falta de amor. Estamos voltando ao estágio inicial, à tábula rasa.


DIÁLOGO DA SABEDORIA

Imagem: Reprodução da internet

Sábio: -Sou religioso prego o perdão, a igualdade, a fraternidade e o respeito entre as pessoas.
Leigo: -Como o senhor aprendeu sobre tudo isso?
Sábio: -Estudei muito, meditei muito praticando a minha religião
Leigo: -O senhor estudou outras doutrinas?
Sábio: -Não, eu me encontrei na minha religião.
Leigo: -O senhor já parou para pensar que as suas “verdades” podem não ser as verdades dos outros?
Sábio: -Não, as minhas verdades são o que eu acredito
Leigo: -Então o que os outros acreditam também tem que ser aceito como “verdade” já que eles usam o mesmo princípio que o senhor, a crença?
Sábio: -Não necessariamente, eles podem acreditar em algo irreal.
Leigo: -Então o senhor também pode estar errado, pode estar acreditando em algo irreal?
Sábio: -O que eu acredito não pode ser irreal porque me traz felicidade. Esse é um sentimento real.
Leigo: -Então a felicidade dos outros também atesta a veracidade do que eles acreditam, correto?
Sábio: -Por que você faz tantas perguntas?
Leigo: -Por que eu sou feliz mesmo acreditando em “verdades” diferentes das do senhor. Queria entender isso. Por que me pedes para seguir a suas verdades vendo que eu já sou feliz?
Sábio: -Vá embora, siga o seu caminho. Suas dúvidas me ensinaram algo real, preciso  meditar.