ABRIRAM A TAMPA DO ESGOTO

O assunto do momento é a tal da refinaria de Pasadena, um elefante branco estratosférico adquirido pela Petrobras em condições obscuras só agora reveladas.  O “só agora reveladas” é o que mais me incomoda. Não precisa ser um expert em negócios e negociatas para entender que uma mutreta com essas proporções não passa – não passa mesmo – despercebida numa empresa pública.

Fica claro que quem hoje levanta a bandeira da CPI, a oposição, sabia da existência dessa lambança financeira mas guardou a informação, como uma carta na manga, para usá-la na hora certa. E qual a hora certa no mundo da política? Claro, a hora das eleições. O período pré-eleitoral é o momento exato em que a tampa do esgoto é aberta. Cada eleição tem seu excremento máster, o desse ano é a refinaria de Pasadena.

Veremos “bons moços” saracoteando diante das câmeras, elucubrando, “misanceneando”, soltando o verbo em nome da moral e dos bons costumes. A grande pergunta é: “Por que não denunciaram antes?”. Há quem acredite na bondade desses caras? Há, claro que há, isso é o que mais nos irrita. Ainda existe quem acredite na bondade e na hombridade dessas raposas.

Tudo isso isenta o governo Dilma de culpa? Não, claro que não. Esse texto, que fique claro, não é um panfleto em defesa do Governo, como dirão alguns. Toda a falcatrua envolvendo a incompreensível compra dessa refinaria tem que ser exposta em detalhes. Que os culpados sejam punidos e que os falsos bons moços não tirem proveito do esgoto que jorra de Brasília.

OS MELHORES DO ANO (MEU EXERCÍCIO DE MASOQUISMO)

Foto: Divulgação Tv Globo
Pois então, domingo passado prostrei-me diante da tevê para assistir a festa dos “Melhores do Ano” da Globo. Sim, o prêmio foi restrito a emissora e a um punhado de atrações que transitam pelo Domingão do Faustão, o boquirroto mestre de cerimônias da festa. 

Quem assistia ao programa tinha uma certeza: Matheus Solano vai ser premiado melhor ator. Esse foi um prêmio merecido, toda a festa, aliás, valeu por essa premiação.  Masssss, tiveram as outras categorias. Deus do céu!  Ouvir Luan Santana “cantando” foi uma tortura, ouvir Faustão saudá-lo como melhor cantor do ano provocou uma dor no meu estômago. De que país nós estamos falando? 

O Brasil, com toda sua pluralidade cultural merecia uma premiação mais técnica, menos adolescente.  Mas quando essa premiação existia, quando pessoas que entendiam de música votavam, o programa passava, editado, no final da madrugada.  Era o Prêmio Sharp, que depois virou “Prêmio Tim” e deixou de existir em 2006.

O voto popular deve ser levado em consideração, mas não pode ser determinante. Quando isso acontece premia-se o modismo e não a qualidade. Os vilões acabam sendo prejudicados. Vanessa Giacomo teve um desempenho brilhante interpretando a vilã “Aline” mas perdeu o prêmio para a mocinha “Paloma”, que ganhou vida com a pífia interpretação de Paola Oliveira. O povo votou na boazinha.

O ponto mais bizarro da festa foi guardado para o final. A recauchutada Anita levou o prêmio de melhor canção do ano com “O Show das Poderosas”.  De nariz novo, bunda nova e peitos novos, ela deitou a falar um monte de besteiras e eu, feito um mané, não mudei de canal. Confesso que senti saudades do Troféu Imprensa, que é muito mais democrático e não tem o chato do Faustão. Aprendi!

O HIPER-REALISMO DAS ESCULTURAS DE RON MUECK

Ron Mueck é um escultor australiano especializado em imagens humanas super detalhas.  Além do incrível realismo, Mueck tem como marca registrada o tamanho das suas esculturas, quase sempre gigantes. A habilidade com as imagens esculpidas ele adquiriu em anos de trabalho para o cinema e a tevê onde criava modelos e marionetes para programas e filmes. Hoje, Ron Mueck é um artista plástico de renome internacional e suas exposições ocorrem como grandes eventos de arte.  De 19 de março à 01 de junho, as obras de Mueck serão expostas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Abaixo, alguns dos seus principais trabalhos.

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CANGURU HENDRIX


ARMADILHA DO FACE


O Face mudou e criou um mecanismo para manter os usuários “ON” por mais tempo. Quando a página fica aberta por um determinado tempo, os ícones da barra azul – onde se encontram as atualizações, configurações e botão “sair” – ficam ocultos. A lógica (deles), ao que parece, é que se vc não encontra o “sair”, permanece mais tempo. O danado é que muita gente acessa em computador público, na lan. Muitas páginas ficaram abertas e os intrusos farão a festa. Para os perfis que já estão com o novo formato, a dica é fechar o navegador e abrir o perfil em seguida que os ícones reaparecem, temporariamente, e você pode encerrar normalmente.