CIA DE EVENTOS DIVULGA CARTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A DISPUTA ENVOLVENDO A BIENAL DE PERNAMBUCO


Recebi por e-mail uma carta aberta assinada por Guilherme Robalinho que dá sua versão sobre a disputa envolvendo a Cia de Eventos e a Andelivros. Confira, abaixo, na íntegra, a carta:


CARTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO DA BIENAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

Nos últimos dias os jornais pernambucanos publicaram matérias sobre divergências quanto à realização da 9º Bienal do Livro de Pernambuco. Nas matérias, transparece ao público uma história que precisa ser devidamente esclarecida a todos vocês, leitores e leitoras que sempre tiveram e continuarão tendo todo o respeito da Cia de Eventos, pois acreditamos que somente com pessoas esclarecidas a nossa sociedade seguirá no caminho do bom desenvolvimento cultural e humano, o que é o desejo de todas as pessoas de bem.
A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco tem sido alvo da ambição puramente mercantilista de uma entidade que se diz “sem fins lucrativos”, mas que vem travando uma intensa disputa para monopolizar a realização da Bienal do Livro e levar à frente seus interesses particulares, interesses unicamente econômicos e, justamente por isso, muito longe das verdadeiras expectativas e anseios do público da Bienal de Pernambuco.

Diante deste contexto, seguem de forma transparente os devidos esclarecimentos a vocês.
Após duas edições governamentais (1997 e 1999), a Cia de Eventos passou a realizar a Feira de Livros do Estado, que ainda não tinha o título de Bienal. Ainda em 2001, a Feira possuía dimensões muito menores, mobilizando um público de menos de 30.000 pessoas em aproximadamente 6 mil metros de área no Centro de Convenções. Apenas para comparação, desde 2009 o público passa das 600 mil pessoas. Este sucesso se deve a dois fatores importantes: as articulações da Cia de Eventos com dezenas de instituições estaduais,  nacionais e internacionais, e a política de distribuição de bônus por parte do Governo de Pernambuco e de municípios da RMR, e que beneficia todos os professores e funcionários da rede pública de Ensino.
No centro desta ambição mercantilista da dita entidade está a política de distribuição de bônus, da qual a entidade retira para si uma fatia de 10% de um total de quase R$ 7 milhões apenas do bônus do Governo do Estado - sem contabilizar os bônus municipais. Com transparência informamos que os nossos rendimentos provenientes da Bienal são estritamente vinculados à comercialização de estandes e da captação de recursos junto a órgãos de fomento e patrocínio. Um resultado legítimo para quem sempre conduziu o evento com uma visão de impulsionar o mundo da leitura e o desenvolvimento cultural e humano.
Sobre a política de bônus, deixamos claro que a Cia de Eventos jamais teve e nem pretende ter absolutamente nenhum ganho financeiro. Ao contrário da tal “entidade sem fins lucrativos”, que todos os anos tenta fazer da Bienal do Livro um evento meramente mercantilista.

Como uma produtora de iniciativa privada, a Cia de Eventos vem correndo todos os riscos financeiros do evento desde quando assumiu a sua realização em 2001. Durante todo este tempo, a Cia de Eventos se dedicou ao máximo e conseguiu fazer da Bienal do Livro o terceiro maior evento literário do Brasil e o mais importante evento literário do Nordeste. Com muitos esforços, lutamos sempre ao longo desses anos para tornar a Bienal um ambiente de imersão social no mundo dos livros, proporcionando ao público não apenas a venda de livros, mas, sobretudo, dezenas de debates, palestras, 
mostras, lançamentos e atividades culturais variadas para dar ao público o encantamento e brilho nos olhos que a nossa sociedade não abre mão sob nenhuma circunstância.

Fomos surpreendidos por uma ação inexplicável por parte da Empetur e da tal entidade. Explicamos: desde o fim da Bienal de 2011, realizamos formalmente a reserva do pavilhão do Centro de Convenções para os dias da Bienal de 2013. Sempre procedemos desta forma, desde a terceira edição do evento em 2001, agindo com a antecedência necessária. A negociação do pagamento das taxas antecipatórias estava em pleno curso e dentro dos prazos, mas num ato nebuloso, a Empetur vem desconsiderando a normalidade deste processo histórico e tentando romper inexplicavelmente o compromisso de reserva firmado com a Cia de Eventos. Informamos que já estamos tomando as medidas judiciais cabíveis contra este ato.

É para defender o brilho cultural da Bienal do Livro de Pernambuco que nós da Cia de Eventos nos colocamos ao lado vocês professores, estudantes, formadores de opinião, escritores e entusiastas da leitura. Precisamos nos unir contra os interesses tacanhos de uma entidade que a cada ano se mostra unicamente preocupada com seus interesses particulares e age sempre para subtrair a grandeza da Bienal do Livro. Contamos com o apoio de vocês e nos colocamos totalmente abertos a prestar quaisquer esclarecimentos. A quem se dispor, compartilhe esta carta no Facebook, clicando aqui.

Perguntamos: a quem interessa prejudicar o êxito cultural da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, organizada e realizada desde 2001 pela Cia de Eventos? Deixamos esta reflexão para todos os entusiastas do livro, da leitura e da literatura.

Como dissemos acima e repetimos aqui em baixo: acreditamos que somente com pessoas esclarecidas a nossa sociedade seguirá no caminho do bom desenvolvimento cultural e humano. Essa é a nossa maior motivação e acreditamos que a de todos vocês também.

Um forte e afetuoso abraço a todos e todas,

Rogério Robalinho e equipe Cia de Eventos
Coordenação Geral da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

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