A PRAIA DO PAIVA SEMPRE TEVE DONO


Isso mesmo, essa joia do litoral sul de Pernambuco, separada do mundo urbano apenas por um braço de rio, sempre teve dono. Lá pelo final da década de 80 eu e meus amigos – a maioria surfistas – acampávamos na praia de Itapuama, vizinha do Paiva.  Muitas vezes para encurtar o longo caminho feito pela BR-101 Sul a gente se arriscava e atravessava de Barra de Jangada para o Paiva, mais ou menos nesse trecho onde ergueram essa bela ponte estaiada, era uma aventura maravilhosa. Depois de ultrapassar essa primeira barreira, deitados em pranchas de surf, tínhamos que vencer outra batalha: ultrapassar a grande porteira colocada na área dos coqueirais do Paiva. Tinha sempre um segurança que chegava e gritava: “Aqui é propriedade particular”.  O limite entre Itapuama e o Paiva era bem conhecido, O “Forró do Marrudo”, uma vendinha que comercializava de tudo e, à noite, rolava um forró, tudo isso bem em frente à porteira do Paiva. Hoje em dia, no local, existe uma porteira monetária, o pedágio. O Paiva sempre teve dono a diferença é que os donos de hoje oficializaram a exploração do local. Depois que construíram a ponte, a praia de Itapuama perdeu o ar de paraíso, virou um point de farofeiros, veio a violência,  até o hotel abandonado perdeu o charme. Marrudo, dono do forró famoso, morreu eletrocutado num frízer velho, uma tristeza. Restaram apenas as boas lembranças das noites intermináveis regadas a vinho e outras coisas que o decoro me impede de publicar aqui.

QUEM SE LEMBRA DO FINIS AFRICAE?

Banda brasilense formada em 1984 por Alexandre Saffi (guitarra), José Flores (guitarra), Neto Pavanelli (baixo), Rodrigo Leitão (vocal) e Ronaldo Pereira (bateria). Em 1987, Já com Rodrigo leitão no vocal, a banda lançou o álbum Finis Africae e emplacou o hit “Armadilha”. Apesar de apresentar um trabalho consistente bastante elogiado pela crítica, a banda não se firmou, passou por várias formações e foi extinta em 2005.

Segunda Formação (1985/1988):
·         Eduardo de Moraes (vocal)
·         José Flores (guitarra)
·         Neto Pavanelli (baixo)
·         Ronaldo Pereira (bateria)

Terceira Formação (1989/1990 - 1999/2002):
·         César Ninne (guitarra/vocal)
·         Eduardo de Moraes (vocal)
·         Mac Gregor (teclados)
·         Roberto Medeiros (baixo)
·         Ronaldo Pereira (bateria)

Quarta Formação (2005):
·         Alexandre Saffi (guitarra)
·         José Flores (guitarra)
·         Neto Pavanelli (baixo)
·         Paulo Delegado (baixo)
·         Rodrigo Leitão (vocal)
·         Eduardo de Moraes (vocal)
·         Ronaldo Pereira (bateria)

Discografia:

Coletâneas
Rumores – 1984

EPs:
Finis Africae – 1986
Finis Africae – 2000

Álbum de Estúdio
Finis Africae – 1987

Álbum ao vivo
Finis Africae Ao Vivo Em Brasília



O ADOLESCENTE MAIS VELHO DOS SERIADOS DE TV

A morte precoce de Luke Perry – se foi coma apenas 52 anos vítima de um AVC – me remeteu aos bons tempos do seriado do qual ele fez parte por um longo período, o “Barrados no Baile”, uma novelinha adolescente absolutamente viciante que ocupou toda a década de 90. O bad-boy interpretado por ele, Dylan McKay, era uma espécie de James Dean adolescente. O curioso é que Luke Perry interpretou esse personagem dos 24 aos 34 anos, foi o adolescente mais velho dos seriados americanos diziam os sites especializados.  Na vida real, entretanto, Luke Perry não chegou a envelhecer, apenas iniciou o processo, se foi antes, uma daquelas ironias caprichadas do destino. Luz para Luke!

Os desenhos de Jacyara












Seleção Brasileira Olímpica vestindo a camisa do Santa Cruz - 1976

Prestígio: em 1976 a Seleção Brasileira Olímpica homenageou o Santa Cruz posando para foto vestindo o Manto Coral, uma deferência concedida a pouquíssimos clubes no Brasil.

Sobre o grande Tavito que se foi hoje!


Antes das facilidades da internet, rato de sebos de discos que sempre fui, andava com uma listinha de LPs que eu procurava para minha coleção, dentre eles, claro, tinha vários do Tavito. Consegui apenas um, o “Tavito Nº 03”, um ótimo disco lançado em 1982 que traz algumas belas canções, as que mais ouvi: “Pé de Vento”, “Flor da Manhã” (Lindíssima) e “Jeito de Viver” aquela maravilhosa canção do Luiz Carlos Sá que também foi sucesso com Sá & Guarabyra e Roupa Nova. Tavito sempre esteve presente na minha vida em diversos formatos: chegou nas ondas do rádio, se materializou nos LPs e K7s, evoluiu para o MP3 e com as redes sociais esteve virtualmente próximo de mim, chegando até a falar comigo como mostra o print que ilustra esse entristecido post. Sim, fiquei muito triste mesmo sabendo que esse é o ciclo da vida. O que fazer para recuperar a doçura da vida? Tavito nos responde na bela "Jamais Jamais":

“E tornar a lambuzar
O coração de mel e ir em paz
Botar na boca umas palavras tais
Que só digam sim e jamais jamais”