Kid Vinil, um herói do Brasil!


A primeira vez que vi o Kid Vinil foi no lendário programa Som Pop, na TV Cultura. Aquela figura esquisita com cabelo descolorido e voz engraçada, de cara, me assustou. Bastou um bloco do programa para perceber que se tratava de um expert em música, sobretudo aquela música do “lado B”, o underground. Kid Vinil era um crítico com uma mente efervescente sempre a procura de novidades, mas sempre reverenciando os clássicos.  Ele também se aventurou no mundo da música como artista com o Magazine, sua banda eterna. Colecionou alguns hits e escreveu, com humor, o seu nome no pop rock brasileiro. Ele era uma referência e deixará saudades! Desejo luz para ele!


Programa Ensaio com Belchior - 1992



O cantor e compositor Belchior morreu de causas naturais no dia 29 de abril de 2017, aos 70 anos. Em respeito a relevante obra deixada por esse importante artista, disponibilizo aqui esse registro raro, uma das edições do Programa Ensaio, especial de com Belchior, que foi ao ar em 1992. Regozijem-se!

O Maior Cemitério de Aviões do Mundo

Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 70, costumava brincar em um cemitério de carros da extinta Sudene localizado no bairro da Mangueira, zona oeste do Recife. Era absolutamente fascinante.  Fico imaginando como aquela criança da década de 70 se sentiria em Davis-Monthan, o maior cemitério de aviões do planeta. Localizado em Tucson, no Arizona, o espaço faz parte de uma base aérea. A escolha desse local para o repouso final dos gigantes aéreos levou em consideração as condições climáticas. Por ser uma região de semiárido, o volume de chuvas é bastante baixo o que ajuda a preservar as aeronaves.  A ideia inicial era que o local fosse tratado como um depósito e não um cemitério, ao longo dos anos, entretanto, os aviões foram se acumulando e quase todos foram esquecidos. Hoje em dia o local atrai a curiosidade dos visitantes que ficam maravilhados com a quantidade e o estado de conservações das aeronaves.
 B-47
 C-5
  C-5
  C-5
 F - 111
  F - 111 / F - 18
 Hércules
 P-3


Os Duzentos Anos da Revolução Pernambucana

Óleo sobre tela "Benção da bandeira" ( José Cláudio da Silva )

Hoje, por acaso, lembrei-me do comentário idiota feito pelo preconceituoso jornalista Diogo Mainardi, “o nordeste tem tradição bovina”, por ocasião da reeleição da presidenta Dilma. A grande quantidade de votos alcançada pela presidenta no Nordeste desagradou vários setores ligados à direita e testemunhamos uma enxurrada de mensagens agressivas contra os nordestinos. Durante esses tristes episódios, como de costume, retruquei as agressões e, para contestar a idiotice do Mainardi e de tantos outros, lembrei a importância da Revolução Pernambucana. Esse grandioso movimento hoje está completando duzentos anos. E por que propagar nas redes sociais os ideais desses revoltosos? Simples: A Revolução Pernambucana foi uma das mais importantes revoltas contra a opressão absolutista dos portugueses, importantes conquistas sociais e políticas foram iniciadas com esse movimento, só para citar os mais importantes: separação dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário), a liberdade de culto, a liberdade de imprensa, a suspensão de impostos considerados injustos, e o crescimento do sentimento nativista. A Revolução Pernambucana inspirou, inclusive, outro grande movimento separatista, a Confederação do Equador, que aconteceria sete anos depois.  Dizer que o Nordeste tem “tradição bovina” é, antes de tudo, uma injustiça contra os que lutaram pela liberdade, inclusive, dos que escrevem essas asneiras.
Nesse breve texto deixo minha homenagem pela coragem desses pernambucanos!

Saiba mais sobre a Revolução Pernambucana aqui

Documentário Feminino Cangaço



Referências da obra:

O Centro de Estudos Euclydes da Cunha apresenta o documentário “FEMININO CANGAÇO” dirigido por Lucas Viana e Manoel Neto, propõe uma reflexão crítica sobre a entrada das mulheres no cangaço, suas motivações, as superstições em torno delas, seus papeis dentro dos bandos, seus costumes, crenças e dramas pessoais. Trata-se de melhor compreender a importância das mulheres na construção do que hoje entendemos como o fenômeno do cangaço e as destacar como sujeitos ativos desta história, mulheres que transgrediram os valores sociais de sua época e cuja força surpreende ainda nos dias atuais.


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Eu, Geógrafo

Na minha primeira aula na faculdade, no curso de Geografia, percebi que a maior qualidade dos geógrafos da UFPE era ser pedante. Assim falou o “professor” nos recepcionando: “Boa noite, eu sou o único PHD que dá aulas no básico, faço isso porque gosto”. E ele continuou a falar do seu currículo deixando escapar aqui e acolá o ódio que sentia pelos alunos que prestavam vestibular para geografia pensando em mudar depois para o curso de Direito. O tempo foi passando e a tal primeira aula resumiu-se a uma verbalização irritante de um currículo Lattes.

A tristeza maior foi perceber que a Geografia perdeu espaço para ela mesma. O mundo todo sempre estava errado, só os geógrafos estavam certos. Se um meteorologista aparecia falando sobre o tempo ou o clima, surgia em seguida um papa da geografia para apontar os erros dele. E era isso o tempo todo: o grande geógrafo apontando os erros no curso de Oceanografia, ou falando que faltava no curso de biologia uma biogeografia de verdade, que geografia era uma ciência da natureza, tinha outro que rosnava chamando (em tom pejorativo) Milton Santos de sociólogo e nessa pisada concluímos o curso: Licenciatura Em Análise de Equívocos Geográficos.

O que eu ensino nas escolas aprendi nos meus momentos de solidão na biblioteca do CFCH e na minha prática diária. Meus alunos me ensinaram (e ensinam) muito mais do que a universidade que de importante só me rendeu duas coisas: o diploma e alguns fraternos amigos.

Dica de hoje: Psicodelia Nordestina!