RETROSPECTIVA 2011 - UM POST DE CADA MÊS


Janeiro: HISTÓRIAS DO ROCK PERNAMBUCANO

Fui testemunha ocular da cena pernambucana da década de 80. Nesse post, relato algumas histórias dessa época.


 Nesse post listei as dez primeira séries japonesas. Coisas do arco-da-velha.


Março: ERA UMA VEZ EM 95

Aqui, uma declaração de amor para minha filha mais nova, Thais. O ano de 2011 foi muito difícil para ela e para mim, por tabela.

Abril: OS BRINQUEDOS QUE EU NÃO TIVE

Uma tristonha lista de frustrações da minha infância. Aqueles brinquedos que sonhei e nunca consegui. Sem trauma!

Maio: A ESCOLA TRADICIONAL E OS “EFENÓLOGOS”

Uma breve crônica relacionando a fábula do "Efenólogo" e a escola tradicional.

Junho: GRIGORY PERELMAN, A MATEMÁTICA E O DESPREZO PELO DINHEIRO

Um post sobre o matemático russo que rejeitou um prêmio de um milhão de dólares.

Julho: ANDERS BEHRING BREIVIK, O ANJO XENÓFOBO DA MORTE

Post sobre o assassino lunático norueguês que usou o nome dos templários para destilar seu ódio xenófobo.

Agosto: AS BIBLIOTECAS E O GOOGLE

Uma comparação entre o modo de pesquisar de antigamente e o de hoje.

Setembro: OS SUICÍDIOS NO CFCH E A FALTA DE INFORMAÇÃO

Post sobre a sinistra lista de suicidas do CFHC, o prédio mais antigo da UFPE.

Outubro: PROFESSORES QUE ME MARCARAM

Nesse post, listei minhas lembranças de escola. Professores bons e ruins.


Novembro: UM BEATLE EM RECIFE

Relato de um sonho realizado: eu vi um beatle.

Dezembro: DEZ ANOS SEM O HÍBRIDO MUSICAL DE CÁSSIA ELLER

Post sobre os dez anos sem Cássia Eller.

RINGO EM RECIFE - EU E MEUS BONS AMIGOS

A ARTE NÃO SABE IMITAR A VIDA

Outro dia estava na Livraria Cultura, perambulando entre os devedês, quando, do meu lado, iniciou-se um diálogo entre uma atendente e um senhor que lhe perguntou algo sobre um programa de tevê. A mocinha, com um ar de soberba inacreditável, respondeu ao cliente: “Não sei, eu não vejo tevê aberta”. O Senhor insistiu: “Você não vê tevê?”. Ela foi mais clara: “Vejo sim, senhor, mas só tevê paga”. Os dois continuaram o diálogo e eu segui na minha busca por um filme clássico de infância. O danado é que eu continuei pensando na postura da atendente, notadamente, achando-se superior porque assistia apenas a tevê paga. Qualquer um – que esteja inserido na sociedade – pode ter tevê paga, esse serviço, por vias legais,  se popularizou há tempos.

Já em casa, vendo tevê – paga, mas sintonizada num canal aberto – deparei-me com outra realidade distorcida: a personagem Sarita (Sheron Menezzes), um advogada da novela “Aquele Beijo”, via pela tevê a notícia da prisão do seu namorado, o corrupto empresário Alberto. O que me chamou atenção foi o aparelho de tevê da moça (confira na foto que ilustra o post). Na casa de uma advogada de um grande escritório, uma tevê retrô daquelas. Que realidade é essa que a Globo está tentando imprimir? Esse é um exemplo claro de que a arte, muitas vezes, peca quando tenta imitar a vida. Na novela seguinte, a das nove, a Griselda ganha mais de 50 milhões na loteria e seu neto continua estudando na escolinha comunitária do bairro. Esse povo não tem medo de sequestro?

Tanto a mocinha da livraria, quanto os cenógrafos e autores de novelas, estão precisando atualizar seus conceitos sobre a vida real. Para piorar, lá vou eu me aventurar a assistir o inusitado triângulo (escaleno) musical composto por Caetano, Gil e Ivete, que herdou o lugar outrora ocupado por Gal. Bastou algumas canções para perceber que aquilo ali era uma festa privada. A Globo fez uma confraternização, convidou seus funcionários e o Talma resolveu gravar e transformar em especial. Se fosse só a Ivete cantando, passaria no horário nobre. Mas como tinha Caetano e Gil, jogaram pro fim de noite. Há quem aceite, passivamente, essas imposições. O chato, aqui, segue exercendo o sagrado direito de contestar.

“A FORÇA DA GRANA QUE ERGUE E DESTRÓI COISAS BELAS”

Pois é, em plenoo domingo, às sete da manhã, estava acordado esperando o embate anunciado como o “confronto entre Messi e Neymar”. O jogo começou e Neymar e o Santos ficaram olhando o Barça jogar. Que passeio! Pensei: “Cadê o confronto que a tevê (brasileira) estava alardeando?” Aí a ficha caiu. Que idiota eu fui, deixei-me levar pelo ufanismo dos brasileiros como se não tivesse opinião própria, comportamento típico dos imbecis.

Na verdade, não estavam em campo duas escolas de futebol, o que se viu foi o primo rico e o primo pobre. Sim, o Santos, que no Brasil paga o maior salário para um jogador de futebol, comparado ao Barcelona, é o primo pobre. E o pior: além da inferioridade monetária comportou-se com uma subserviência que irritou. A superioridade monetária do Barcelona é muito bem aplicada e transforma-se em superioridade de talentos. Em todas as posições eles têm um craque em campo e outro no banco. O Santos tem um craque e outro que dizem ser: Neymar e Ganso.

O abismo que o dinheiro criou entre nós e a Europa, é bem parecido – guardadas as devidas proporções – com a vala comum, existente no Brasil, que separa os times oriundos do “Clube dos 13”, do resto, alijados da grande fatia do bolo. Lembro-me da última vez em que o meu clube do coração, o Santa Cruz, ascendeu à primeira divisão. O Grêmio foi o campeão e o Santa, o vice. O time porto-alegrense manteve-se na Primeirona e o Santa desceu no ano seguinte. Um detalhe importante justifica as duas realidades: o Grêmio fazia parte do Clube dos 13, o Santa não. Para disputar a Primeira Divisão de 2006, o Santa recebeu 4 milhões de Reais, o Grêmio 35 milhões. Quase dez vezes mais. É a força da grana destruindo coisas belas. Assim como o Santa Cruz, vários times do futebol brasileiro mergulharam num buraco sem fundo porque foram segregados pela “Máfia dos 13”.

Quanto ao Barcelona, claro, seria muito injusto que um time desses não ganhasse o título de melhor do mundo. O dinheiro deles não vem de uma associação mafiosa como o “Clube dos 13”, eles são competentes no que fazem. O título é mais que legítimo! Parabéns ao Barça! Nesse caso, a força da grana ergueu uma coisa bela: o futebol arte!

MEU PRIMEIRO FILME E MEU PRIMEIRO ÔNIBUS

Há, exatos, trinta e quatro anos, eu entrava num cinema pela primeira vez. Que experiência! Não, apenas, pelo filme, mas por toda a aventura que foi essa minha tarde de diversão e descobertas. Lembro-me que num sábado, de manhã, estava com um grupo de amigos jogando futebol no “cercadinho”, um terreno baldio perto da minha casa. Jogávamos quase toda tarde depois da escola. No final da partida, combinamos de ir ao cinema. Um dos garoto falou que era a estreia do filme dos Trapalhões. Ninguém sabia o nome ao certo, mas se tinha o Didi, todo mundo queria assistir.

No grupo, apenas eu nunca havia ido ao cinema. Meus pais não tinham o hábito de nos levar para esse tipo de programa. Teria que convencer Dona Ivone – minha mãe – a me deixar ir sozinho com meus amigos. Tinha apenas doze anos, mas um detalhe estava a meu favor: o cine Eldorado, local onde o filme estava sendo exibido, ficava num bairro próximo. Dava até para ir caminhando. Bastou um breve papo e, surpreendentemente, minha mãe concordou. Meu pai me deu dinheiro e lá fui eu descobrir a magia da telona.

Ao chegar no ponto de encontro com a galera, uma triste surpresa. A mãe de um dos meus amigos informou que o grupo já havia saído, decidiram ir mais cedo porque iam caminhando. Perguntei a ela: “Qual o ônibus que eu pego para chegar ao cinema?” Ela, surpresa, indagou: “Você vai sozinho?” Disse que sim e ela me falou que pegasse qualquer ônibus na direção de Afogados, o bairro onde o cinema estava localizado. Respirei fundo e fui!

A história narrada parece grande cosia, mas, na verdade, ir de ônibus do bairro da Mangueira – onde eu morava – até Afogados era percorrer uma linha reta de aproximadamente uns quatro quilômetros.  Eu tinha apenas doze anos, mas por ter estatura elevada, aparentava ter uns dezesseis. Foi a primeira vez que andei sozinho de ônibus. O mais interessante é que cheguei primeiro que a turma. Quando eles chegaram, eu estava no meio da quilométrica fila e acabei comprando as entradas de todos. Estava tão feliz com o passeio que nem reclamei por terem me esquecido.

O filme daquela tarde mora até hoje no meu imaginário: “O Trapalhão Nas Minas do Rei Salomão”. Nessa época, Zacarias ainda não participava, os Trapalhões do cinema eram um trio. Lembro-me que fiquei fascinado com o tamanho da tela. Achei o som (acho até hoje) muito alto. Depois desse dia tornei-me cinéfilo, quase todo final de semana estava no cinema.

Hoje comprei o devedê desse filme, está num local de honra da minha estante. É o único  dos Trapalhões que ainda vejo. Também não assisto mais aos programas da tevê. Não sei se  porque estou ficando velho ou porque Didi – um dos meus heróis de infância – perdeu o brilho. Abaixo, a famosa cena da ressurreição do cãozinho Lupa:

“O QUE FOI QUE ACONTECEU COM A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA?”

Hoje postei na minha página do Face, uma bizarra – no meu subjetivo julgamento, claro – lista de artistas que disputam a eleição de melhor música do ano feita por um importante site. A bisonha lista segue os ditames mercadológicos das rádios e das gravadoras. A música massificada tem um propósito: vender. Obviamente, se alguém levantar essa questão em algum site ou veículo importante de comunicação, vai aparecer um monte de gente dizendo que esses músicos estão sendo injustiçados et cetera e tal.

O fato é que o Brasil, definitivamente, se rendeu à música efêmera. Isso piorou com as facilidades técnicas de hoje. Qualquer um pode gravar, reproduzir e divulgar seus cedês. Os carrinhos de som que infestam os bairros das periferias das grandes cidades ajudaram a criar os astros suburbanos que deitam e rolam vendendo esses excrementos musicais. Enquanto as “novinhas” lotam o bailes e soltam seus gritinhos estridentes, os “astros” do subúrbio enchem os bolsos, mudam-se para bairros chiques e esperam a nova moda chegar para embarcarem em mais uma levada do momento.

Assim caminha a cultura pop brasileira. A música mais elaborada, aquela que não se preocupa com critérios mercadológicos, fica restrita a guetos, projetos culturais e são segregadas  pelos meios de comunicação. A prova disso é essa eleição patrocinada por esse importante site. Que critérios eles usaram para formular essa lista? Será que a música sertaneja tem essa representatividade toda? A quem interessa toda essa propaganda? São muitas perguntas que, certamente, serão ignoradas porque estão sendo formuladas num site pouco comentado. E, a bem da verdade, buscar respostas não é a intenção desse blogueiro que vos escreve. A função desse post é mostrar a indignação – minha e de muitos – contra esse estado de coisas. Essa música que eles estão celebrando, definitivamente, não me representa.

O outro lado da moeda

Quero deixar registrado aqui, que também sou contra esses movimentos de contracultura que vez ou outra aparecem  na cena pernambucana. Não é porque uma banda ou cantor faz parte do underground que ele tem qualidade. Alguns movimentos – que não vou citar os nomes, claro – levantam bandeiras apresentando artistas de qualidade, muitas vezes, inferior aos farofas que transitam no meio comercial. Não basta ser do contra, tem que ter talento. Algumas bandas que gozam do status de mega star do underground, jamais sairão do subterrâneo. Sigo ouvindo Chico Science, Spok Frevo Orquestra, Lenine, a boa música me mantém vivo.

Ao mestre Jackson do Pandeiro, cujo disco ilustra esse post, se vivo estivesse, lhe diria: “Tem jabaculê sim, Seu Jackson, a música brasileira vive disso”.

AS VÁRIAS FACES DA BRASILEIRA MORENA BACCARIN

Um dos destaques da série “V”, sem dúvida, foi a brasileira Morena Baccarin. Perfeita na pele da alienígena Anna, a atriz chamou a atenção dos fãs e da crítica. Em cartaz, atualmente, com a série “Homeland”, em que interpreta Jessica Brody, ela conseguiu firmar seu nome no primeiro time de atrizes dos seriados americanos. Nascida no Rio de Janeiro em 1979, Morena, que é filha da também atriz brasileiraVera Setta, está radicada nos Estados Unidos desde 1989. Morena Baccarin tornou-se conhecida no mundo das séries ao interpretar Inara Serra na série “Firefly”(2005). Teve aparições em The O. C. e Stargat SG-1 além de dublar o Canário Negro na série animada Liga da Justiça. Abaixo, imagens de Morena Baccarin em diferentes momentos da sua carreira:
Clique aqui e assista a entrevista
de Morena Baccarin no Programa do Jô.


DEZ ANOS SEM O HÍBRIDO MUSICAL DE CÁSSIA ELLER

Quando vi na tevê a notícia da morte de Cássia Eller, fiquei triste e revoltado. A tristeza, obviamente, pela perda do grande talento que ela representava, a revolta era contra a própria cantora. Pensei: “Ela não tinha o direito morrer desse jeito”. É mais ou menos o sentimento que as pessoas, digo, os fãs,  nutriram quando da morte de Amy Winehouse, ocorrida em condições semelhantes.

Cassia era uma cantora singular, ia do suave ao estridente com maestria. Tinha sempre um “toque beatle” no que fazia. Esse detalhe, talvez, tenha sido o primeiro ponto de atração da sua obra. No seu primeiro disco fez uma releitura do clássico “Eleanor Rigby” que virou, pasmem, um reaggae. Usou trechos de canções do Fab Four como música incidental em várias de duas gravações. A mais famosa, na releitura de “Por Enquanto” (Renato Russo, ela começa com “I'VGotta Feelinge ”.

 Cássia tinha momentos de diva da emepebê e estrela do rock. Viveria nessa fronteira até o final da sua vida. Fez versões brilhantes de clássicos do rock: “Hear My Train A Coming” (Hendrix), “If   Six Was Nine” (Hendrix), “Little Wing" (Hendrix) “Smells Like Teen Spirits” (Nirvana), “Try A Little Tenderness” (Otis Redding). Por outro lado, regravou medalhões da emepebê: “Na Cadência do Samba” (Ataúlfo Alves), “Pétala” (Djavan) e “Vila do Sossego” (Zé Ramalho).

Esse maravilhoso híbrido musical se perdeu, precocemente, no dia 29 de dezembro de 2001. Muito injusto. Se viva, Cassia faria hoje 49 anos hoje. Abaixo, selecionei dois grandes momentos dela. Um de rock: “Smells Like Teen Spiritis”, outro de emepebê: “Na Cadência do Samba”. Regozije-se:

Cássia Rock Cássia MPB

HOJE É DIA DE LENNON

Todo 08 de Dezembro eu fico pensando em algo novo para escrever aqui sobre a minha relação com  John Lennon. Já narrei como recebi a notícia da sua morte, relembrei a cobertura brasileira da tragédia, falei de como a descoberta do Lennon mudou minha vida, enfim, muitas histórias. O ano passado foi marcado pelos trinta anos do fato trágico e pela assustadora possibilidade de Mark Chapman ganhar liberdade. Felizmente, decidiram pela permanência do algoz de Lennon na prisão.

Como tudo – pelo menos eu que penso agora – já foi dito sobre o mito e suas influência na minha vida, resolvi elaborar um top 10 com as músicas dele que eu mais gosto.  Adianto que é um mero, e subjetivo, exercício de prazer musical. Para ouvir as canções clique nos títulos.

#9Dream:a música do refrão estranho - “Ah! böwakawa poussé, poussé” - eu conheci ouvindo a coletânea “Shaved Fish”. É uma canção que fala sobre sonhos e passa muita ternura. Gostei desde a primeira vez e ouço até hoje. O disco foi lançado em 1975, mas descobri a música em 1981, apenas.

Mother: a canção em que Lennon faz os apelos desesperados chamando sua mãe é um hit na minha vida. Adoro. No final, Lennon experimenta a “Teoria do Grito Primal”, de Arthur Janov, e aos gritos, pede para sua mãe – morta num atropelamento quando ele era ainda criança – e eu pai – que o abandonou – voltarem. Emocionante.

Instant Karma: Na década de 80 eu ouvia essa música todos os dias, era o meu mantra. Entrava em transe e esquecia as agruras da vida. Devo muito a ela “Well we all shine on”.

Could Turkey: Nas revistas de música e cifras, o título dessa canção vinha com a tradução literal  “Turquia Fria”. Nada a ver! A expressão nada mais é do que um gíria que se refere ao estado de abstinência de drogas. O próprio Lennon explicou esse detalhe em uma entrevista. Quanto a música,  mais um hit na minha vida.

Mind Games: outra que conheci no “Saved Fish”. Ouvia todos os dias e cheguei a fazer uma versão para tocar com minha banda de rock. Adoro e ouço até hoje!

Imagine: o grande clássico pacifista de Lennon, apesar de ter sido massificada, mora no meu imaginário porque é um tema recorrente que me remete ao universo Lennon. Clássico é clássico!

Jelous Guy: Lindíssima canção de amor. Fala de ciúme, insegurança, de lágrimas. É uma das mais belas canções escritas por um ex-beatle. Anda no meu mp3.

Woman: Mais um grande clássico que mora no meu imaginário. Nessa cancão, Lennon declara seu amor às mulheres. É um hino!

(Just Like) Starting Over: Ouço muito essa canção. No devedê “Legend”, criaram um vídeo que traduz absolutamente a beleza dessa música. Clique no título e assista ao vídeo.

Nobody Told Me: essa canção deveria entrar no “Double Fantasy”, mas sobrou. Acabou compondo o álbum póstumo “Milk And Honey”. Virou hit. Adoro essa canção!

FRINGE 4x07 - WALLFLOWER

 Spoilers Abaixo!

Fringe se despediu de 2011 com mais um ótimo episódio. Entretanto, alguns ajustes precisam ser feitos, isso é notório. Essa coisa do Walter resolver casos de dentro do laboratório saturou. Acredito que depois desse hiato de fim de ano, ele vai sair desse surto. A volta do Peter aconteceu com um grande impacto, mas está sendo explorada a toque de caixa. Acredito que esse detalhe também deve ser revisto na volta. Poderiam explorar, inclusive, o triangulo amoroso envolvendo ele, Olivia e o Agente Lee.

O episódio, como de praxe, foi aberto com um acontecimento Fringe. Um homem estava sendo seguido por algo que ele não sabia descrever. Ligou para a esposa informando, ela chamou a polícia, mas ele acabou sendo atacado ao entrar em casa por um vulto que sugou toda a pigmentação do seu corpo. Um policial, que chegou logo em seguida, percebeu o vulto e atirou. Depois confessaria a Olivia que pensava se tratar de um fantasma. O Agente Lee logo derrubaria essa hipótese ao achar sangue do suposto assassino que se feriu nos estilhaços da porta de vidro que o policial destruiu.

As investigações do DNA do suspeito levaram à um bebê nascido em 1989 e que morreu logo em seguida. Um breve papo dos agentes do FBI com a enfermeira que trabalhou no parto ligaram o sumiço do corpo do bebê com a Companhia Cyprox, a empresa que deu origem, claro, a Massive Dynamic. O bebê, na verdade, não havia morrido. Nina Sharp revelou à Olivia que ele era portador de uma anomalia que o transformou num “cromatófono”, um homem invisível. As mortes em série seriam, segundo uma avaliação inicial, para roubar a pigmentação das pessoas. O “Gemini Man Fringe” chamava-se “Eugene”.

O recluso Walter deu a ideia de usar luz ultravioleta para visualizar o invisível Eugene. Nada de novo, as grandes casas de shows usam esse artifício atualmente para identificar ingressos falsos. Mas o desfecho da história, ao menos, surpreendeu. Eugene, supunham os policiais do FBI, estava tentando se matar sugando os pigmentos alheios. Depois que  seu laboratório foi descoberto, perceberam, que ele estava numa luta desesperada para encontrar a cura para sua anomalia. Por que? Por causa de Julie (Jane McGregor), um lindíssima mulher que ele via todos os dias no elevador. Aliás, as mortes o deixavam visível por algumas horas, justamente para que Julie pudesse vê-lo, revelou o desfecho da historinha.

Como a série vai entrar em hiato e só volta no ano que vem, preparam um gancho cheio de mistérios. Olivia, que estava se preparando para ir ao encontro do Agente Lee, foi dopada por membros da Massive Dynamic que injetaram cortexiphan na cabeça da loirinha. Tudo aos olhos da sinistra Nina Sharp. Mistério que ficará para o dia 13 de janeiro.

Resta, ainda, decifrar o código deixado nas passagens de cena: D-A-V-I-D. Muitas teorias relacionadas ao significado do nome. Vou por outro caminho. Seguindo a ordem numérica do alfabeto, cada letra seria transformada em um número. Sendo assim, “David” passaria a ser: D(4ª letra), A(1ª letra), V(22ª letra), I(9ª letra) e D(4ª letra): 412294. Colocando esse número no oráculo Google, alguns resultados interessantes:

Um código que identifica tumores em células germinativas.

Código telefônico do condado de Allegheny,  Pensilvânia.

Corram atrás, queimem seus neurônios tentando decifrar. Mas lembrem-se, isso pode se apenas uma brincadeira da produção da série. Seja como for, descobrindo algo, comentem aqui!

Ficha
Escrito por: Matt Pitts e Justin Doble
Direção: Anthony Hemingway
Exibição(EUA): 18 de Novembro de 2011

108 ANOS DO PRIMEIRO FILME DE COWBOY E A LEI DO POLITICAMENTE CORRETO

Há exatos 108 anos, era lançado, nos Estados Unidos, o filme “The Great Train Robbery” (O Grande Roubo do Trem), considerado o primeiro western do cinema e um marco da sétima arte. O filme foi concebido e dirigido por Edwin S. Porter, um discípulo de Thomas Edison. Porter operava câmeras para o grande inventor e acabou tornando-se cineasta.

Essa rudimentar produção, de apenas doze minutos, acabou estabelecendo vários paradigmas usados até hoje tais como tiros que forçam um indivíduo a dançar de medo, perseguições a cavalo,  seguidas cenas de tiroteios, cenas de brigas em cima de um trem em movimento. Outro ponto de destaque é a incrível qualidade das cenas externas. As tomadas feitas de vários ângulos diferentes, muito avançado para a época, além de imortalizar a famosa cena final: um  tiro na direção do expectador (foto acima).

Mas, o que mudou nos filmes de cowboy depois de mais de um século? Hoje em dia o gênero está praticamente extinto, tudo “culpa” do “politicamente correto”. Pois é, antigamente, num passado bem recente, nos divertíamos vendo homens brancos matando índios e um estereótipo foi criado: o índio era sempre visto como o bandido. Numa total inversão de valores, achávamos normal ver os nativos serem dizimados pelo colonizador “bonzinho”. Na verdade, o homem branco era o invasor. Ele tomou as terras dos índios, dizimou várias nações e se autoproclamou herói.

Não interessa a indústria do cinema inverter esse paradigma, já que o público dos cinemas não é composto por índios. O último grande western, “Dança Com Lobos”, mostrou uma visão diferente – e mais próxima da realidade – da relação entre o colonizador e o índio. Desde então, pouco se produziu sobre o gênero que ressurge, vez ou outra, em remakes. Confira abaixo, na íntegra, o clássico “The Great Train Robbery”:

UMA TARDE NA FEIRA JAPONESA DO RECIFE

Pois bem, lá fui eu e minha turma de amigos visitar a Feira Japonesa do Recife. Gosto muito da cultura pop nipônica porque faz parte da minha infância. Tanto que corri para uma dessas lojas que fazem camisetas personalizadas e estampei a cara do Speed Racer, um ícone da década de 70 e do meu imaginário.

Devido a decepção do ano passado, fui preparado para “não ver grande coisa” e não vi mesmo. Chegamos ao Recife Antigo pela rua da Moeda. Saudamos a estátua de Chico Science e por ali já circulavam umas figurinhas estranhas. Nada a ver com os cosplays, marca registrada da Feira. Um monte de adolescente enchendo a cara de vinho ostentando aqueles visuais “restarteanos”, absolutamente brega. Que coisa deprimente. Sempre que cruzavam com algum transeunte com figurino diferente, davam aquele showzinho costumeiro: gritinhos, abraços, etc.

Chegamos ao Bom Jesus e nos deparamos com uma multidão inacreditável. A feirinha estava entupida de gente e eu saquei minha câmera para registrar os esquisitos de plantão. Adoro isso. Cruzamos toda rua do Bom Jesus contemplando aquele vai-e-vem desconexo. Era o Galo da Madrugada sem frevo! Atraídos por um enorme palco visto de longe, fomos para a Praça do Arsenal. A coisa ficou pior. Nenhum cosplay, nenhuma gueixa, nenhum estande de mangá, anime. Nadica de nada. Apenas os mesmos “restarteanos” de sempre.

Decidimos então tomar uma gelada ali mesmo, ao lado do palco. Que lugar horrível se tornou a, outrora bem frequentada, praça do Arsenal. Uma meninada babaca, que acha que beijo gay é sinônimo de atitude, gritando para todo lado. Uma idiotice só! Eu e o Speed Racer ficamos contemplando aquele circo de horrores lembrando da Feira de 2009, que foi bem legal. A impressão que ficou foi a de que o evento cresceu demais e tornou-se um ponto de encontro de revoltados de butique.

Quando já estávamos saindo encontramos um refúgio: a Rua da Guia. Aquela que no passado era povoado por prostitutas que faziam a alegria dos marinheiros e boêmios. Pois é, na rua das putas tinha uma feirinha muito legal, bem frequentada. Deu para dar uma desopilada. Nos falaram que na Rua Domingos José Martins estava a concentração da Feira  Japonesa. Chegamos até à esquina, mas estava intransitável. Gente demais. Decidimos, então, encerrar o passeio que até foi divertido. Correr risco é divertido. Estamos até agora procurando a cultura pop japonesa que se perdeu na multidão. Sayonara!

Clique aqui e conheça as origens da Feira Japonesa do Recife

APENAS UMA REFLEXÃO


A CONCREPOXI RESPONDE AO JORNÁLIA SOBRE A OBRA NA ANTIGA ESTAÇÃO CENTRAL DO RECIFE

A empresa de engenharia Concrepoxi, respondeu ao Jornália do Ed sobre sua participação na obra que visa a implantação do Centro Cultural Banco do Brasil no prédio da antiga Estação Central do Recife. Renata Gaudêncio, diretora de projetos da empresa, enviou também o Termo de Recebimento da obra. Reproduzo, abaixo, na íntegra, o e-mail e o documento:

Prezado Edvaldo,
 
Bom dia. Apresento-me como Diretora de Projetos da Concrepoxi uma empresa de engenharia, pernambucana, que está no mercado há 30 anos.
Reconheço o seu trabalho como jornalista e a preocupação em retratar os assuntos de interesse público.
E entendo que como não tivemos a oportunidade de nos comunicar isso gerou como conseqüência a apresentação de informações incorretas no Blog Jornalia do Ed.
 
O escopo de um projeto de Centro Cultural é muito mais abrangente do que a atividade de Obra Civil, a qual esta Empresa foi a responsável. Não temos o conhecimento detalhado do mesmo, mas imagino que seja composto de etapas como: definição de conceito, acervo, projetos, construção (obra civil) , OPERAÇÃO.
 
A obra já foi entregue conforme declara o Termo de Recebimento em anexo assinado pelo nosso cliente, o Banco do Brasil, e pela Concrepoxi Engenharia. Como procedimento de qualidade desta Empresa este Termo só é assinado após a satisfação plena dos nossos clientes.
 
Gostaria que este esclarecimento fosse exposto no seu BlOG dando-nos o direito de resposta.
 
Coloco-me a disposição para maiores esclarecimentos e para futuras noticias que sejam de interesse do público.
 
Atenciosamente,
 

Renata Gaudêncio


                Termo de Recebimento da Obra
                 (clique na imagem para ampliar)
Pelo documento acima, fica claro que a empresa Concrepoxi realizou uma reforma no prédio da antiga Estação Central e entregou a obra no prazo previsto, 28/12/2009. O Banco do Brasil, responsável pela implantação do Centro Cultural, por razões que desconhecemos, não deu seguimento ao projeto e o prédio, segundo nos informou um operário da obra, acabou sendo parcialmente depredado. Aguardamos respostas do Banco do Brasil sobre a data prevista para a conclusão da implantação do Centro Cultural Capiba.

A ESTAÇÃO CENTRAL DO RECIFE E O CENTRO CULTURAL QUE NUNCA CHEGA

A Estação Central do Recife, inaugurada em 25 de Março de 1885 pela Great Western, é um grande patrimônio da memória ferroviária do Brasil. Na década de oitenta, depois da inauguração do Metrô do Recife, a Estação Central foi reformada e sua área de desembarque transformada num museu a céu aberto incorporado ao Museu do Trem, inaugurado em 1972. Tão importante quanto a área externa, era a área interna do museu que contava com um rico acervo iconográfico dos trens que fizeram parte da história ferroviária do nordeste e do Brasil.
Pois bem, todo esse rico acervo encontra-se inacessível a visitação pública. Em 2007 a imprensa noticiou com grande euforia a instalação do “Centro Cultural Banco do Brasil” no local. O prédio foi cercado por tapumes e uma placa informava que a obra estava a cargo da  “Concrepoxi” (Foto acima). Enviei e-mail à empresa pedindo informações sobre a data de conclusão e detalhes da obra. Não obtive retorno. Dias depois, ao passar diante da “obra”, uma surpresa: a placa da  Concrepoxi havia sido retirada e os velhos tapumes de madeira estavam sendo substituídos por uma cerca de zinco (Foto abaixo).
Perguntei a um dos homens que trabalhavam na cerca se havia previsão sobre a data da  conclusão da obra. Disse-me ele: “Rapaz, estão querendo inaugurar em março ou maio do ano que vem. Vão fazer outra licitação”. Mas não já tinha uma empresa trabalhando aqui, indaguei. Ele explicou: “A outra obra tava quase concluída, não sei porque tudo ficou parado por um longo período. Os tapumes apodreceram e os 'malocas' invadiram, quebraram tudo e picharam as paredes. Agora vão ter que refazer quase tudo de novo”.

Enquanto essa burocracia se arrasta, a ferrugem e a sujeira estão destruindo um rico patrimônio da cidade do Recife. Quem é responsável por esse absurdo? Confira nas fotos abaixo:



FEIRA JAPONESA DO RECIFE - PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Clique na imagem para ver a programação 


UM BEATLE EM RECIFE

Todo mundo sabe o quanto sou fã dos Beatles. Desde  criança me reunia com os amigos para ouvirmos músicas, trocarmos ideias, falarmos das revistas, fotos e um monte de relíquias que guardávamos a sete chaves. Ver um beatle parecia-nos um sonho inalcançável. Naquela época Recife não estava no circuito dos grandes shows internacionais, apenas Rick Wakeman tocou por aqui no início da década de 80. Sonhar com um beatle aportando em Recife, era mesmo algo impensável.

Mais de trinta anos se passaram e o improvável aconteceu, eu vi um beatle. Passei a semana inteira pensando no grande evento. Nem mesmo a derrota do Santa Cruz, meu amado clube, conseguiu me deixar triste. Fui ao show ostentando uma flamula coral colocada no pescoço como um cachecol. No local, os amigos de sempre: Sid, Mané, Carlos e Rilton, roqueiros de alta estirpe. Só quando Ringo subiu ao palco é que a ficha caiu: o sonho estava se materializando.

Além da lenda viva do rock, fomos brindados por uma ótima apresentação da All Starr Band, sua banda de apoio composta por músicos veteranos que tiveram solos durante o show: Rick Derringer, um ótimo guitarrista que já tocou com Cindy Lauper e Alice Cooper, cantou e fez ótimas performances com suas guitarras. Richard Page, ex-baixista do Mr. Mister, cantou o baladão “Broken Wings” - foi o momento nada a ver do show – e manteve-se firme nos backings. Edgar Winter, que figuraça! O velho roqueiro albino, irmão do conhecido guitarrista Johnny Winter, deu um show a parte: cantou, arrasou nos teclados e no sax. A plateia delirou com ele. Gary Wright, cantor e tecladista de longa carreira, relembrou um velho sucesso dele de 1976, “Dream Weaver”. Foi um dos grandes momentos da All Starr Band. Já o baixinho guitarrista Wally Palmar, relembrou “Talking in Your Sleep”, o mega hit da sua ex-banda, “Romantics”. Nas baterias, além de Ringo, o veterano “Gregg Bissonete”, conhecidíssimo por trabalhos com Joe Satriani, David Lee Roth, Steve vai, entre outros.
 Ed, Mané, Rilton e Carlos
Esse cast de peso, com anos de estrada tocando rock, deu consistência ao espetáculo. Na verdade, apesar do show ter como lastro o fato da estrela principal ser um ex-baeatle, a apresentação não foi solo. Ringo fez parte da apresentação de veteranos roqueiros. A noite foi perfeita. Os grandes momentos de Ringo no espetáculo, claro, vieram com os clássicos dos Beatles. O primeiro grande levante foi com “I Wanna Be Your Man”, o público cantou junto, muito lindo. Depois um delírio total com “Yellow Submarine”, o público cantando junto, todo mundo com seu balãozinho amarelo, o universo beatle se fez presente. Por fim, a melhor contribuição de Ringo como intérprete nos Beatles: “With A Little Help From My Friends”. O público cantou e delirou com ele.

Sonho realizado, nada mais há que se dizer. 

20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


DEZ SÉRIES ANTIGAS QUE MARCARAM MINHA VIDA

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que essa não é uma lista das melhores séries e sim as séries que eu mais curti. Do alto da sua subjetividade, eis o meu top 10 de séries antigas:
1 – Perdidos No Espaço: clássico absoluto de Irwin Allen. Foi a partir dessa série (eu via no início da década de 70!!!!) que eu me tornei viciado. Não perdia um episódio, mesmo sem ter tv. Assistia em pé na janela da vizinha. Pra quem acha estranho, nessa época a tv era um artigo de luxo, algo como uma tv de plasma de 60” de hoje em dia.
2 – O Túnel do Tempo: mais uma do Irwin Allen. A ficção científica era o grande filão dos primórdios das séries de tv. Eu adorava viajar no tempo com Tony e Doug. Esse seriado é recheado de descontinuidades, mas como eu não sabia o que era isso, curtia pra caramba!

3- Viagem Ao Fundo do Mar: adivinha, mais uma do mestre Irwin Allen. Essa série é cultuada no mundo inteiro como a melhor na área da ficção científica. Eu cheguei a construir uma réplica do “Subvoador”, essa navezinha amarela aí da foto acima, que saía de dentro do “Seaview”. Inesquecível.

4 – Terra de Gigantes: exatamente, mais uma do Irwin Allen (rssss). O cara era um mestre. Essa é a série antiga que estou revendo agora. Dublada, claro. Por quê? Muito simples, a voz do dublador também é cult. Não conseguiria assistir à série sem ouvir a voz trêmula do Fitzhugh. Mora no meu imaginário!

5 – Zorro: Essa é mais uma que de vez em quando revejo. Falo do Zorro interpretado por Guy Williams, que tinha o mordomo mudo, o Bernardo. Legal demais!


6 – Batman: A versão da tv com Adam West e Burt Ward virou Cult. Mesmo mostrando um Batman um pouquinho acima do peso, o sucesso era estrondoso. Eu era fã absoluto.

7 – Planeta dos Macacos (1974) – Mais uma ficção. Emocionante e assustadora. Eu morria de medo do Urko, aquele gorilão que prendia os humanos. A série teve apenas 27 episódios porque era muito cara. Os atores que interpretavam os macacos não usavam máscaras. Eles usavam uma técnica de maquiagem em que a face do macaco era moldada no próprio rosto do ator. Levava horas e custava uma nota!

8 – O Homem de Seis Milhões de Dólares: “Steve Austin, astronauta. Um homem semimorto. Senhores nós podemos reconstruí-lo...” Lembro-me de toda a narrativa da abertura. Grande série. Mais uma que mora no meu imaginário.
9 – Speed Racer: Eu via um monte de desenhos, mas nenhum se comparava ao Speed Racer. Um fenômeno! Quando a música de abertura (ouça aqui) tocava, todo mundo corria pra frente da tv. Muito massaaaaa!


10 - Profissão Perigo (MacGyver) – Quem se encanta hoje em dia com as invenções do Michael Scofield, saiba que tudo isso começou com o MacGyver na década de 80. Ele era ídolo por conta das invenções malucas tiradas do fundo da cartola. Grande e inesquecível série!


Bom, na minha seleção faltaram pelo menos umas vinte que mereciam figurar na lista. Muito ingrata essa escolha.

A OBRIGAÇÃO DE SE TER FÉ

A jornalista Eliane Brum, em matéria recente da versão online da Revista Época, levantou uma questão interessante referente a prática monetária de algumas instituições religiosas: a maioria dos segmentos evangélicos não aceita o fiel que professa a fé e não frequenta a igreja. Um batalhão de argumentos blinda a defesa do modelo do fiel contribuinte, aquele que frequenta a igreja e ajuda a manter – no sentido lato – a instituição.

A fé, que deveria ser o elemento primordial dessa relação, ao que parece, é relegada a segundo plano. Eliane citou a igreja católica como exemplo de uma pratica religiosa mais desprendida, pois permite a existência de uma modalidade de fiel que não é vista em outras religiões: o não-praticante. O termo levado ao pé da letra sugere, erroneamente, que o indivíduo se diz católico, mas não pratica. Não é isso. O “não-praticante” é aquele que comunga das ideias professadas pelo catolicismo, mas não frequenta a igreja, limita-se a professar o seu credo sozinho ou em família.

Essa é uma verdade inegável, mas discordo quanto a citar o “não-praticante” sugerindo, nas entrelinhas, um certo  desprendimento, acredito que é meramente uma questão de escolha, cada um deve professar sua fé como quer. Outro ponto contraditório da Igreja Católica é o celibato. Esse preceito, que não tem nenhum embasamento bíblico, pelo contrário, fere uma doutrina divina: “crescei e multiplicai-vos”, segundo muitos estudiosos da doutrina da Igreja, tem uma razão econômica. Se o padre constituísse família, quando morresse, a igreja, como sua instituição mantenedora, teria que assumir o sustento dos seus entes. Na pratica, seria um fardo social e econômico. Não se justifica, de forma alguma, a existência do celibato nos dias de hoje.

Essa é uma discussão bastante interessante mas, infelizmente, sempre descamba para a agressão e a grosseria. Quando o assunto é religião, dificilmente as pessoas defendem seus pontos de vista sem agredir os outros. E se o assunto for a falta de fé, dificilmente mantém-se a elegância. O ateu é tratado como doente, como alguém que tem algum desvio  moral, um devorador de criancinhas. Citam discursos de tolerância – que era o que Jesus pregava – e, contraditoriamente, são intolerantes. A fé, devo concluir, é uma obrigação e não uma dádiva.

FRINGE 4x06 – AND THOSE WE LEFT BEHIND

 Spoilers Abaixo!
 
Que episódio bom! Com uma simples historinha de lapsos temporais, eis que surgiu uma justificativa plausível – se é que isso é possível no universo Fringe – para a viagem temporal de Peter. Tudo começou com o aparecimento, instantâneo, de uma cena de incêndio acontecida quatro anos antes. A dona do apartamento em que se processou o fenômeno viu sua filha, de uma hora para outra, voltar a ser bebê e retornar ao seu estado normal.

Vários outros lapsos temporais se sucederam e todos eles afetaram diretamente o Peter que passou a ter saltos temporais. O mais interessante foi a calma com que o “filho” do Dr. Bishop lidou com o problema. Chegou a ser irritante.  Como falei no review anterior, me espanta a genialidade desse novo – acho que posso tratá-lo assim – Peter. Ignorado pelo pai, ele caiu em campo e concluiu que os fenômenos temporais estavam sendo causados por radiação de nêutrons de forma proposital.

No outro lado da cidade, a parte boa do episódio ganhou forma. Na história de amor e ciência envolvendo Raymond e Kate Green estava a explicação para todo o imbrógliolio temporal. Kate era uma renomada professora de Física que foi acometida do mal de Alzheimer. Inconformado com a perda de consciência da mulher, Raymond pôs em prática um plano audacioso: materializou as proposições cientificas de Kate sobre câmaras temporais. Ele e a espoa ficaram presos a uma bolha de tempo no ano de 2007.

O FBI descobriu a bolha a partir de uma breve intervenção de Walter demonstrando que os fenômenos seguiam o modelo da Espiral Dourada de Fibonacci. Pouco depois, ao tentar entrar na casa de Raymond, um agente foi obliterado - quando Walter mandou esse termo corri pro léxico e aprendi que obliterar é o mesmo que deixar de existir – diante dos olhares perplexos de todos. Mais uma vez entrou em cena a genialidade de Peter: “Temos que usar a Gaiola de Faraday”. Acompanhando tudo pela tela do computador, Walter ficou intrigado com a sacada de Peter, mas fingiu não ligar.

Peter, usando um protótipo da Gaiolade Faraday, conseguiu entrar na casa acabou conseguindo que Raymond desligasse a câmara temporal. Raymond havia combinado com Kate para, secretamente, reconstruir tudo. Ai veio o previsível final. Ficou na cara que ela se sacrificaria pelo marido. Novelesco. O bom foi a convincente explicação de Peter que sua chegada àquela dimensão se deu por conta dos experimentos do casal Green. Estou quase abandonando a teoria de que esse Peter é um metamorfo.

No final do episódio, uma coisa que eu nunca havia visto: um climinha entre duas pessoas que, na verdade, reverberavam sentimentos de outras versões deles mesmos. Não entendeu? Deixa pra lá!

Ficha
Escrito por: J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci
Direção: Brad Anderson
Exibição (EUA): 11 de Novembro de 2011

26 ANOS DA TRAGÉDIA DE ARMERO E DO OLHAR DE OMAYRA

Basta uma breve investigação para concluir, sem muito esforço, que a “Tragédia de Armero”, ocorrida no dia 13 de novembro de 1985, poderia ter sido evitada. A cidade ficava localizada a aproximadamente quarenta quilômetros de distância do cume do vulcão ativo Nevado del Ruiz. Durante anos, vulcanólogos e geólogos colombianos e estrangeiros alertaram para o perigo de existir uma cidade ali tão próxima de um vulcão em plena atividade.

Outro detalhe que condenava a existência de uma cidade ali: a região tinha um histórico de várias catástrofes. Em 1595 uma avalanche de neve e lama varreu dois rios, Guali e Lagunillas, matando 636 pessoas. Em 1845 outra avalanche no Lagunillas matou mais mil pessoas. A grande avalanche percorreu cerca de setenta quilômetros em direção à foz do rio. Depois que os detritos se solidificaram, uma grande planície fértil se formou. Exatamente nesse local foi erguida a cidade de Armero.

A Tragédia Anunciada

No dia 13 de novembro de 1985 o  Nevado del Ruiz entrou em erupção. Logo nas primeiras atividades, uma imensa avalanche de lama, provocada pelos derretimento da neve do cume e pela grande quantidade de cinzas, percorreu quarenta quilômetros e atingiu a cidade de Armero soterrando e matando cerca de 23 mil pessoas. O acidente lembrou uma outra clássica tragédia, o soterramento da cidade de Pompéia por ocasião de uma grande atividade vulcânica no monte Vesúvio.

Depois do fato consumado, abriu-se uma discussão que concluiu o óbvio: a tragédia poderia ter sido evitada. Dias antes do soterramento, o  Nevado del Ruiz deu vários sinais que entraria em erupção. As autoridades colombianas foram avisadas pelos geólogos, mas ignoraram o perigo. A macabra foto que ilustra esse post é a imagem mais triste da tragédia de Armero. A garota Omayra Sanchez, de apenas 13 anos, ficou soterrada até a cintura por cerca de três dias. Quando foi encontrada, o grupamento de resgate não conseguiu retirá-la  da vala em que ela estava. A cinza misturada com a lama solidificou-se rapidamente como se fora uma mistura de concreto. Omayra morreu e a publicação dessa triste foto correu o mundo gerando uma grande polêmica e muitas críticas às autoridades colombianas. Triste demais! Confira abaixo, imagens do  Nevado del Ruiz.

MISFITS 3x02 (Ser um homem feminino).

Spoilers abaixo!

“Um dia, vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me daria do que eu quisesse ter”. Os versos da canção “Super Homem”, escrita por Gilberto Gil, parece ter servido de mote para esse bizarro episódio em que Curtis foi protagonista. Seu novo poder, a transmutação sexual, enfim, fez sentido. Sua outra persona, “Melissa”, entrou em cena, e “que cenas”.

Curtis Donavan, para quem não lembra, foi um atleta que perdeu o direito de competir por envolvimento com drogas. Quando viu um monte de garotas treinando na pista do Centro Comunitário, teve um insigth: voltar a competir usando sua segunda identidade, Melissa. Ele só não contava com um detalhe: iria protagonizar um bizarro triângulo amoroso. Uma das atletas que treinavam no Centro Comunitário, Emma, acabou se envolvendo com ele. Os dois saíram e transaram. Normal. Entretanto, quando usava sua segunda personalidade, Melissa, ele ouviu uma confissão de Emma: “Minha transa com o Curtis foi uma das piores da minha vida”.

Essa confissão provocou uma aproximação entre Emma e Melissa e as duas acabaram transando também, dessa vez Emma gostou. O mais interessante nessa história foi o deslumbre do Curtis aos sentir um orgasmo como mulher. Ele também teve que fugir do assédio do Rudy e do treinador Mark. Por falar no Mark, o Curtis quase foi traçado por ele. Quando estava como Melissa, o negão foi dopado pelo treinador que era um estuprador. Mark, depois de dopar as garotas, levava para um estacionamento e consumava o ato. Com Melissa foi diferente: Mark já havia tirado a calcinha de Melissa mas, na hora H, Curtis reapareceu, com o bigulinho de fora e tudo, e mandou um direto no olho do treinador tarado. Hilário! O final do Mark foi triste: depois de tentar estuprar Emma, ele foi dominado por Curtis que aplicou-lhe uma bela surra e o deixou nu, amarrado a uma grade do estádio com uma placa: “Eu dopo e estupro mulheres”.

Mais do episódio

*Kelly e Seth: essa historinha continua nebulosa. Kelly, ao que parece, está apaixonada pelo “comprador de poderes”. Mais um detalhe foi adicionado: Seth foi seguido por Kelly e Alisha até um cemitério onde depositou flores no túmulo de uma mulher. Mistério!

*Rudy começa a convencer: sim, estou me convencendo de que o Rudy vai nos fazer esquecer o Nathan. Ótimo o desempenho dele nesse episódio com destaque para a vomitada no capuz de uma garota  - sem que ela percebesse – e, claro, a chupada que ele deu em Melissa. O cara ficou engasgado com um pentelho que foi cuspido mais tarde e ele ainda tentou devolver ao Curtis.

*Cenas dos próximos episódio: as cenas do próximo episódio mostram que Simon será o protagonista. Confira no promo abaixo.

Ficha
Escrito por: Howard Overman
Direção: Alex Garcia e Wayne Yip
Exibição: 06 de Novembro de 2011

COLAGEM VOL. 01: DILMA PENSANDO


A TORCIDA DO SANTA E OS PSEUDO-ANALISTAS


A torcida do Santa Cruz, nos últimos cinco anos, vem sendo alvo de teorias mirabolantes que tentam explicar o seu avassalador crescimento mesmo estando, o time, mergulhado numa das maiores crises de sua história. O que me chama atenção é o esforço dos torcedores adversários em tentar desmerecer os grandes feitos dessa imensa torcida. Antes falavam que a multidão lotava o Arruda porque o preço do ingresso era barato. Nos últimos jogos, os preços praticados  foram maiores do que nos jogos da série B, mesmo assim a torcida deu show.

Há cerca de quinze dias, mais ou menos, estive em Fortaleza e vi um imenso bandeirão do Santa tremulando num edifício da praia de Iracema. No hotel, estava com meu grupo de viagem tomando umas e outras e testemunhei um show de arrogância e dor de cotovelo de um torcedor da Coisa que quase pulou no meu pescoço de raiva porque falei que a torcida do Santa Cruz era a maior do estado. O cara virou bicho e destilou uma rosário de argumentos chulos e refutáveis tentando justificar o injustificável: a torcida do time dele só é grande em pesquisas feitas por amostragem que não chegam nos locais mais pobres onde a torcida do time do povo impera.

Agora vem essa matéria de um pseudo-psicólogo colaborador da Veja que atribui ao “masoquismo” o fato da torcida não arredar pé do estádio mesmo nos momentos mais críticos. No ótimo blog do tricolor de estirpe, Clovs Campêlo, li uma colocação de um outro tricolor, Renato Boca de caçapa (kkkk) que retrucou a colocação do tal psicólogo da Veja: Pergunta a esse psicólogo de merda por que é que o Íbis, o pior time do mundo, e que até hoje não ganhou nem um campeonato de porrinha, não tem uma grande torcida. Ele e Freud que me desculpem, mas se essa teoria estivesse correta, o Mais Querido e o Clube das Multidões seria o Pássaro Preto de Santo Amaro, o clube da TSAP, e não o Santinha. Manda ele se lascar que eu vou é tomar mais uma”.

Sonho com o dia em que o IBGE incluirá no seu rol de perguntas: “Qual o seu time do coração?”. Por que? Ora, o pesquisador do IBGE vai em todo buraco, não se limita a corredores, nichos, sites, ele vai de porta em porta, na favela do papelão, no Coque, no Arruda, não se limita a shoppings ou blocos de carnaval. Enquanto esse dia não chega, vamos vendo a torcida do Santa dar show e os enciumados criando suas pseudo-teorias.

BRASILEIRO


FRINGE 4x05 - NOVATION


Spoilers Abaixo! 
Esse episódio foi tão didático – no que se refere a história do Peter – que acabou ficando um pouco morno. Outra coisa que não gostei foi essa reaparição dos transmorfos, pareceu-me enchimento de linguiça. As mortes na casa do Dr. Malcolm Truss e o sequestro dele, pouco contribuíram para a trama. Sei, tem aquela história da comunicação interdimensional via máquina de escrever (que agora e portátil, ual!) sugerindo que a missão da transmorfa japinha foi bem sucedida e um “algo mais” vem por aí. Até mesmo esse detalhe não pegou bem porque é uma repetição de episódios anteriores.

O que realmente me chamou atenção no episódio:

*Nina Sharp é a mãe adotiva de Olivia e sua irmã nessa nova realidade. Essa é uma informação importante. Os detalhes dessa convivência podem trazer grandes revelações para a trama. Não falo das experiências com cortexiphan, refiro-me ao cotidiano, a vida em “família”.

*As habilidades de Peter: surpreendeu-me a forma como o “filho” do Dr. Beshop manipulou os circuitos de acesso da cela -ultra segura – em que ele estava detido e criou um sistema de escuta e comunicação. Ele herdou a genialidade do pai? Para alguns pode parecer uma viagem muito grande imaginar que esse Peter seja uma forma desconhecida de transmorfo. Walter descobriu que eles estão assimilado o DNA dos seres copiados. Aí sim a retomada dessa vertente faria sentido. Impossível? Ora, é a realidade Fringe, quem acompanha a série já deve estar acostumado.

* O clima entre Olivia e Peter – aquela troca de olhares – provocou uma broxada no Lincoln que estava todo animado pro lado da galega. Sorrisos amarelos e ele falando o tradicional”tudo bem”. Nadam mais a dizer!

Ficha
Escrito por: J.R. Orci e Graham Roland
Direção: Paul Holahan
Exibição (EUA): 04 de novembro 2011