A FÁBULA DE LÍRIO E LÉA

Lírio, um jovem falastrão, beatlemaníaco (temporão), 17 anos, uma espécie de ídolo da escola, tinha amigos em todas as turmas. Brincava com todo mundo, esbanjava felicidade, fazia todo mundo sorrir. Dentre tantos amigos, Léa, a menina mais certinha da escola, a rainha do “politicamente correto”, era a que ele mais prezava. Respeitava a retidão do seu caráter e as opiniões sempre bem embasadas.

Como nem tudo na vida são flores, Lírio teve sua dignidade posta à prova por comentários feitos por uma pessoa que Léa mal conhecia. Pensou ele: Ela vai me defender, afinal, somos amigos, ela sabe muito de mim e do meu caráter. Mas, Léa, contrariando o que diz o “manual de conduta dos amigos fiéis”, deu ouvidos a falação e, com o dedo em riste, ousou julgar seu amigo.

Lírio pensou: se Léa me trata assim, como serei tratado pelos inimigos? Palavras do narrador: “Mesmo que Lírio estivesse errado, Léa ajudaria de verdade se comportando apenas como amiga e não como a dona da verdade e do ofício de julgar”. Lírio sobreviveu e superou os problemas. Ao reencontrar Léa lembrou de uma célebre frase de Victor Hugo:A metade de um amigo é a metade de um traidor”.

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