MÚSICA BOA, MÚSICA TRISTE E A ARROGÂNCIA NOSSA DE CADA DIA

Outro dia, numa zapeada pela web, deparei-me com um post no ótimo blog Ipsis Literis, do amigo Grijó, em que o mestre Tom Jobim criticava a cultura de massa dizendo que ela é alienada e produz tristeza. Com todo respeito que tenho pelo mestre Jobim, discordei veementemente. Não faço parte do cordão que defende a massificação da cultura, pelo contrário, a música que eu escuto, por exemplo, não toca nas rádios. Mas dizer que o grito popular produz tristeza, soa como arrogância. Por vezes sou assim, reconheço. Quantas vezes não me senti superior por ouvir Tom, Caetano, Marving Gaey, enquanto meu vizinho ouvia Calypso. Esse pensamento idiota não povoa mais a minha mente. Não abro mão do meu gosto pessoal, mas amadureci o bastante para perceber que pior do que a massificação (também chamada de estandardização) é a arrogância de quem não aceita o gosto do vizinho. Note, não estou aqui defendendo a música comercial feita apenas para entretenimento, não é isso. Defendo o direito que todos têm de escutar o que querem.

Outro dia mergulhei na rede à procura de bandas novas do rock nacional, queria me reciclar. Acabei ficando com ódio do Green Day: percebi que todas as bandas novas, tooooooooooodas mesmo, são uma cópia malfeita do Green Day. Aquele pós-punkizinho despretensioso que os adolescentes adoram. Eu odeio!! Mas, quem sou eu para dizer que eles são tristes? Há cerca de um mês, mais ou menos, descobri na coluna do Kid Vinil, uma banda australiana chamada Cut Copy. Baixei umas músicas e adoreeeeeei, anda comigo no mp3. Fui, então, procurar mais informações sobre eles e acabei descobrindo o porquê de ter gostado, de cara, deles. A banda faz um som retrô com influências diretas do rock anos 80. O tempo passa mas o que é bom, fica!

Comments

7 Responses to “MÚSICA BOA, MÚSICA TRISTE E A ARROGÂNCIA NOSSA DE CADA DIA”

12 de fevereiro de 2009 19:06

"As vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois..."Caetano Veloso, Dale baiano \o/
Linda música

Pois é Ed, aquele conjunto se chama saudade.
Gostei do seu comentários

Abraço

Gúh! disse...
12 de fevereiro de 2009 19:21
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Juliano Jacob disse...
14 de fevereiro de 2009 18:19

Faz sentido... Se jiló fosse o prato principal do mundo, eu continuaria comendo o que eu como normalmente, não comeria jiló, mas não posso interferir na opinião de quem gosta... Gosto é gosto...

Wagner Lopes disse...
14 de fevereiro de 2009 18:22

É farinha em uma frigideira suja.
Antes do Tom Zé, essa idéia ja foi usada por José Oiticica ;)

14 de fevereiro de 2009 22:21

É Marvin Gaye, ou gay, não é?

seuvicio disse...
14 de fevereiro de 2009 22:22

É Marvin Gaye, ou Gay, não é?

Bete Meira disse...
20 de fevereiro de 2009 23:45

Caro Ed,que bom saber que vc está mais flexível em relação à música!(É vero? kkkk)Olha,nem sempre gostamos do que é BOM... gostar não tem explicação e tb tudo depende do referencial. Música de Fernando Mendes na boca de Caetano deixa de ser brega,já dizia o grande filósofo Ed Cavalcante,kkkk!Eu,por exemplo,gosto de Vivaldi,Chico,Caetano e de Bruno e Marrone,Daniel,Belo,ninguém é perfeito,kkkkk. Não gosto de vulgaridade,letras vazias e/ou duplo sentido pesado,agressivo. Aprecio músicas românticas,inteligentes,politizadas,mas faço diferença entre talentoso e "descartável",como vc falou,o que é BOM,fica,atravessa o tempo.Plagiando Faustão,quem sabe faz ao vivo!Fiquei chocada num raro dia em q vi o domingão e Joelma do Calipso se deu ao desfrute de "cantar" ao vivo. Tive vergonha por ela!Voz nenhuma,um fiasco.Agora chama Rosana,Jane Duboc,Patrícia Marx,Verônica Sabino(e até uns calouros de Raul Gil que se destacaram há um tempo)e verá a imensa diferença,verá o que é cantar,usar o gogó!!Sou movida à música.Viva a boa música,a de qualidade!