QUANTUM OF SOLACE - GOD SAVE THE BOND


Sempre fui fã do James Bond, aprendi com meu pai. Vi vários filmes do 007 nas inúmeras reprises, das madrugadas, na tevê. No cinema vi todos com o Roger Moore, o segundo melhor a encarnar o famoso agente britânico (dizem). Outro dia, de tanto ouvir meus alunos falarem, fui ver o “Quantum of Solace”, segundo filme do novo James Bond, Daniel Craig. O cara é tudo, menos James Bond. Várias cenas me lembraram o “Duro de Matar”. O charme do personagem se dilui completamente nas intermináveis cenas de ação. É preciso ter muito fôlego e paciência para acompanhar. Você percebe que o James Bond mudou para pior quando “M”, personagem da Judi Dench, suplica: “por favor, faça um esforço para não matar ninguém”. Mas ele sempre mata, mata friamente.
O que escrevo aqui, falei com alguns amigos que, de imediato, chamaram-me de velho. Alardearam que James Bond está adequado aos tempos atuais, à “linguagem do cinema atual”. Sou analfabeto nesse assunto, mas argumentei que seria estranhíssimo ver o Ben-Hur dilacerando cabeças e sorrindo depois de cravar uma espada no peito de um infeliz qualquer. O mítico personagem perderia o brilho. “Quantum of Solace” é um espetáculo visual, não é cinema. Transformaram James Bond num matador de aluguel sem charme nem carisma. Não sou radical, assisto a todo tipo de filmes. Mesmo assim, vendo esse “novo” James Bond, senti-me como se estivesse vendo um filme com o Carlitos falando ou Super-Homem atirando em bandidos. Gostei não!

Comments

5 Responses to “QUANTUM OF SOLACE - GOD SAVE THE BOND”

TAIS MOREIRA disse...
24 de abril de 2009 18:58

Aaaaaaahhhhhh...eu gostei do novo James Bond, cara. Tipo, prefiro o "007 Contra Gondeneye" que, pra mim, é o melhor de todos, mas o Daniel Craig é bom, sim, eu gostei, pelo menos.
Beijos

blog disse...
24 de abril de 2009 22:23

Ed, sou um antiquado assumido. Gosto do Bond do Connery, cheio de gomalina e dando beijos em Ursula Andress. Lamentei esse Bond de cabelos castanhos e fazendo biquinho. Nem quis ver "Quantum' porque o termo latino me traz péssimas recordações de um Santana que possuí.

Parei no Roger Moore.
Abraço, camarada. Está postando com menos freqüência?

Grijó

Bete Meira disse...
24 de abril de 2009 23:43

Ed e Grijó,sou do time de vocês! Vi muitos filmes do Bond de Connery,adorava!Ai,será que estou confundindo?Acho que me lembro mais de Roger Moore!Kkkkkkkk,seja como for,gosto do tradicional e não acho legal mexer no perfil de um personagem consagrado por décadas.Não vi, e nem pretendo, esse novato... nem vi o Bond do gato do Pierce Brosnan,quanto mais esse outros "paraguaios",kkkkkkkk

Bete Meira disse...
25 de abril de 2009 00:50

Engoli um "S" no outro comentário: quis dizer "esses outros",kkkkkkkk,mas disse "esse outros",perdoem-me. Voltei pra falar que é impensável, pra mim, James Bond matando friamente,a la Duro de matar ou Exterminador do futuro e que o Bond da minha infância foi mesmo, o dos lindos olhos azuis, Roger Moore.
Bom finds,Ed!

Anônimo disse...
30 de abril de 2010 17:11

O Bond é um espião. Não um político.