PROTAGONISTAS DISFARÇADOS DE COADJUVANTES

Todo mundo no Brasil afora conhece o clássico “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Sempre que essa música é citada apenas o nome do velho Luiz é lembrado. Humberto Teixeira, co-autor da obra é sempre esquecido. Além de “Asa Branca”, Humberto compôs: “Assum Preto”, “Baião”, “Juazeiro”, “No Meu Pé de Serra” “Paraíba (Mulé Macho)”, “Que Nem Jiló”, “Respeita Januário”, só pra citar as mais conhecidas.

Outro protagonista disfarçado de coadjuvante foi o George Harrison. Sou fã incondicional desse cara. Era, de longe, o beatle mais equilibrado. Sempre viveu à sombra da marca “Lennon McCartney”. Muito injusto.Ele era, no mínimo, do mesmo nível da famosa dupla. Escreveu clássicos como: “Somenthing”, “Here Comes The Sun”, “While my Guitar Gently Weeps”, e “Taxman”. Na época dos compactos de vinil apenas uma vez Harrison teve música incluída no lado “A”: Somenthing/ComeTtogether. Pouco, pra um artista tão importante.

No cinema, o exemplo mais marcante de um protagonista que sempre aparece como coadjuvante é o mestre Morgan Freeman. Com quase 50 filmes no currículo e personagens marcantes, ele várias vezes foi indicado ao Oscar como ator coadjuvante. Foi assim em “Street Smart” (1987) e em “Menina de Ouro” (2004). Nesse último ele sagrou-se vencedor, ganhando também o Globo de Ouro. Sei que há muito mais, essa lista de injustiças é grande, mas esses exemplos já dão a medida do que falo. O status e o reconhecimento nem sempre são proporcionais ao talento.

Comments

19 Responses to “PROTAGONISTAS DISFARÇADOS DE COADJUVANTES”

Fernando O. disse...
2 de julho de 2008 02:03

Aza Branca não é do meu tempo, mas conheço-a. De fato o nome Humberto Teixeira é esquecido, e sempre quem leva a medalha é o Luiz Gonzaga. Achei interessante esse post, porque aqueles que não vivenciaram essa época de ouro podem conhecer detalhes que talvez jamais conhecessem. Por exemplo o co-autor da obra de arte Asa branca, Humberto.
"O status e o reconhecimento nem sempre são proporcionalao talento"

Concordo!


Grande abraço.

Duká disse...
2 de julho de 2008 02:56

Verdade...
Um grande exemplo são as pessoas que escrevem livros, com outro 'famoso' e 'perde' sua participação...

é os 'co-adjuvantes' um dia terão sua vez!"



http://incognitasnamedidacerta.blogspot.com/

Veiga disse...
2 de julho de 2008 03:28

meio q generalizando... costumamos dar valor às pessoas erradas.

muita gente q n "aparece", acaba ficando esquecida.

um bom exemplo são os compositores, ninguem os conhece.

carla m. disse...
2 de julho de 2008 04:15

É incrível como as pessoas esquecem que ninguém é uma ilha e deixam de repara em coadjuvantes...

E às vezes eles são melhores que os protagonistas.

blog disse...
2 de julho de 2008 13:35

E o que dizer de Milton Nascimento, que leva o crédito pelas "letras" que não escreve, e que, na verdade, pertencem a Fernando Brandt, Ronaldo Bastos etc.?

Pixinguinha compôs a melodia de Rosa em 1917 - só a melodia. O texto, a "letra", foi composto por Otávio de Souza, um suburbano mecânico do Méier, de quem pouquíssima gente ouviu falar. Quase todos pensam que Rosa pertence unicamente a Pixinguinha - o que revela uma grande injustiça, principalmente porque se observa que, embora a melodia seja de uma inventividade impressionante, o texto chama a atenção por sua aura kitsch e inovadora - algo entre o parnaso e a pós-modernidade.

Mais ou menos a mesma coisa acontece com a parceria Chico/Gil, na consagrada composição Cálice. Poucos sabem que o compositor baiano divide com Chico os louros da criação. E mais que isso: Gil compôs a melodia, o refrão e duas estrofes; a Chico coube o resto - ou seja, duas estrofes. Avaliando em termos quantitativos, Cálice pertence mais a Gil que ao compositor carioca. Sei que esse tipo de discussão é estéril, a nada leva, já que o mais importante é a obra etc, etc.

Abraços

iti disse...
2 de julho de 2008 20:20

Alguns se passam por protagonistas por miseras cenas...

http://www.lhmartins.blogspot.com/

Dário Souza disse...
2 de julho de 2008 20:29

Dos tres exemplos citados um que eu nem sabia da existencia era o humberto teixeira,que deve ter sido um compositor ímpar da musica brasileira,que deveria ter mais reconhecimento por obras que caracterizam o nordeste.

Lucas Fernandes disse...
2 de julho de 2008 20:37

Humberto Teixeira, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Francis Hime, Ruy Guerra. Muitos foram e são os talentos, que, pelo fato de terem tido menor sorte que algumas estrelas, ficaram ofuscados, mesmo diante de tanta genialidade.

Devemos saudar e sempre citar estas pessoas que formaram e formam a cultura no Brasil e no mundo.

Excelente reflexão e post!

Caso queira conferir meu blog e dos meus colegas, aqui está o link do meu último texto
___________________________________
http://semfronteirasnaweb.blogspot.com/2008/07/jorrou-do-poo-doeu-no-bolso.html

2 de julho de 2008 20:41

Olha apesar de não ser do meu tempo ... eu sempre pego minha mãe escutando essas musicas...e assim como são calmas eu gosto >.<

Devemos valorizar a nossa cultura, nossa musica, e de onde viemos... por issu parabens por um blog mtu bem feito e um texto tambem mtu bem feito bjus tchau



By : Lady Malkavian

Reporter x disse...
2 de julho de 2008 21:00

a gente nunca olha dos dois lados e dá valor as coisas erradas!

amandaedalete disse...
2 de julho de 2008 22:09

é verdade, nuncam dão valor para as pessoas que fazer o melhor

Nandu disse...
2 de julho de 2008 22:35

Não conheço asa branca,mas gosto dessas músicas calmas,vou procurar saber sobre o assunto,obrigado!


abs

Edu França disse...
2 de julho de 2008 23:33

Bom o reconhecimento é bom. Mas numa análise bem apurada, da forma como as coisas estão constituídas o sucesso é o fracasso

Bete Meira disse...
3 de julho de 2008 21:53

Mesmo que seja uma discussão estéril,vale pela reflexão e troca de idéias.Quando(com objetivo escuso) perguntaram a Jesus se era lícito pagar imposto a César,Ele perguntou de quem era a figura na moeda e ao ouvir que era de César,sabiamente respondeu: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".Portanto,é dar valor a quem tem valor,os "esquecidos" devem ser lembrados e valorizados. Lembro que num programa humorístico um quadro brincava com a figura "do vice" perguntando se alguém já viu rua com nome de vice,praça com nome de vice,e por aí vai,porque,noarmalmente,ninguém sabe o nome do vice-presidente,do vice-prefeito...Algo parecido ocorre com os co-autores e até mesmo com autores,se, no caso da música,o interprete for muito famoso!Surpresa mesmo fiquei por alguém dizer que não conhece Asa branca! Quanto à Rosa,foi criada quase 50 anos antes do meu nascimento,mas conheço,sei cantar e acho belíssima!Tiro o chapéu para esse post!

Maiara Maria disse...
9 de julho de 2008 09:24
Este comentário foi removido pelo autor.
Maiara Maria disse...
9 de julho de 2008 09:37
Este comentário foi removido pelo autor.
Maiara Maria disse...
9 de julho de 2008 09:38
Este comentário foi removido pelo autor.
Maiara Maria disse...
9 de julho de 2008 09:40
Este comentário foi removido pelo autor.
Maiara Maria disse...
9 de julho de 2008 09:46

Isso exatamente em "Abbey Road". Mas, particularmente, o melhor lado desse álbum é o B. E, obviamente, começa com o Harrison - quero dizer, com "Here comes the sun". Ah, "Abbey Road" é o melhor álbum de The Beatles, na minha opinião.

"ABBEY ROAD":

A

"Come Together" (Harrison) — 4:20
"Something" (Harrison) — 3:03
"Maxwell's Silver Hammer" — 3:27
"Oh! Darling" — 3:26
"Octopus's Garden" (Starr) — 2:51
"I Want You (She's So Heavy)" — 7:47

B

"Here Comes the Sun" (Harrison) — 3:05
"Because" — 2:45
"You Never Give Me Your Money" — 4:02
"Sun King" — 2:26
"Mean Mr. Mustard" — 1:06
"Polythene Pam" — 1:12
"She Came in Through the Bathroom Window" — 1:57
"Golden Slumbers" — 1:31
"Carry That Weight" — 1:36
"The End" — 2:19
"Her Majesty" – 0:23