FRINGE 4x02 – ONE NIGHT IN OCTOBER

Atenção: Spoilers Abaixo!

Esse foi, sem dúvida, um episódio fora do convencional. Não bastasse a ausência de Peter, Walter também não teve participação ativa. Tomado por um surto ocasionado pelas vozes e pelas imagens que andou vendo nos espelhos, ele fechou-se no seu universo psicótico.

A caso usado como pano de fundo do episódio, como sempre, foi apresentado na cena inicial. A diferença é que só nas cenas seguintes descobrimos que a história se passava no universo alternativo. A figura central da trama, John Louis McClennan, era um psicótico assassino em série no universo paralelo e um renomado professor de psicologia no mundo real. O trabalho da Divisão Fringe era, aparentemente, simples: Levar o professor para o universo paralelo – sem que ele soubesse da travessia, claro – para tentar entender e ajudar a capturar o serial killer.

Essa história dos dois universos trabalhando em cooperação não está rendendo o esperado. Acredito que esse caminho foi um equívoco dos roteiristas. Perdeu-se muito do mistério que envolvia o mundo alternativo e o eixo da trama ficou morno. Outra coisa: episódios de Fringe sem Peter, tudo bem, tem o Lincoln aí para suprir. Agora, um episódio inteiro sem a participação ativa do Walter não dá pra engolir. Mancada. No final do episódio o Dr. Bishop reaparece surtando, de novo, ouvindo uma voz pedindo socorro. Pareceu-me o Peter, era um áudio distorcido mas dava para identificar.

Quanto aos dois John's McClennan: se o sobrevivente que foi trazido para o mundo real for mesmo o assassino em série, será mais uma mancada dos roteiristas. Essa coisa de troca de identidades é muito lugar-comum e já foi usado na temporada anterior quando a Olivia alternativa veio no lugar da original. No geral, o episódio ficou devendo. Saudades do Walter!

Ficha Técnica
Exibição nos EUA: 30 de setembro de 2011

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