FRINGE 4x06 – AND THOSE WE LEFT BEHIND

 Spoilers Abaixo!
 
Que episódio bom! Com uma simples historinha de lapsos temporais, eis que surgiu uma justificativa plausível – se é que isso é possível no universo Fringe – para a viagem temporal de Peter. Tudo começou com o aparecimento, instantâneo, de uma cena de incêndio acontecida quatro anos antes. A dona do apartamento em que se processou o fenômeno viu sua filha, de uma hora para outra, voltar a ser bebê e retornar ao seu estado normal.

Vários outros lapsos temporais se sucederam e todos eles afetaram diretamente o Peter que passou a ter saltos temporais. O mais interessante foi a calma com que o “filho” do Dr. Bishop lidou com o problema. Chegou a ser irritante.  Como falei no review anterior, me espanta a genialidade desse novo – acho que posso tratá-lo assim – Peter. Ignorado pelo pai, ele caiu em campo e concluiu que os fenômenos temporais estavam sendo causados por radiação de nêutrons de forma proposital.

No outro lado da cidade, a parte boa do episódio ganhou forma. Na história de amor e ciência envolvendo Raymond e Kate Green estava a explicação para todo o imbrógliolio temporal. Kate era uma renomada professora de Física que foi acometida do mal de Alzheimer. Inconformado com a perda de consciência da mulher, Raymond pôs em prática um plano audacioso: materializou as proposições cientificas de Kate sobre câmaras temporais. Ele e a espoa ficaram presos a uma bolha de tempo no ano de 2007.

O FBI descobriu a bolha a partir de uma breve intervenção de Walter demonstrando que os fenômenos seguiam o modelo da Espiral Dourada de Fibonacci. Pouco depois, ao tentar entrar na casa de Raymond, um agente foi obliterado - quando Walter mandou esse termo corri pro léxico e aprendi que obliterar é o mesmo que deixar de existir – diante dos olhares perplexos de todos. Mais uma vez entrou em cena a genialidade de Peter: “Temos que usar a Gaiola de Faraday”. Acompanhando tudo pela tela do computador, Walter ficou intrigado com a sacada de Peter, mas fingiu não ligar.

Peter, usando um protótipo da Gaiolade Faraday, conseguiu entrar na casa acabou conseguindo que Raymond desligasse a câmara temporal. Raymond havia combinado com Kate para, secretamente, reconstruir tudo. Ai veio o previsível final. Ficou na cara que ela se sacrificaria pelo marido. Novelesco. O bom foi a convincente explicação de Peter que sua chegada àquela dimensão se deu por conta dos experimentos do casal Green. Estou quase abandonando a teoria de que esse Peter é um metamorfo.

No final do episódio, uma coisa que eu nunca havia visto: um climinha entre duas pessoas que, na verdade, reverberavam sentimentos de outras versões deles mesmos. Não entendeu? Deixa pra lá!

Ficha
Escrito por: J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci
Direção: Brad Anderson
Exibição (EUA): 11 de Novembro de 2011

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